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Nazi Alois Brunner morreu há 15 anos num calabouço na Síria

AFP/GETTY

Criminoso de guerra nazi terá vivido os últimos dias em condições difíceis. Morreu em 2001 num calabouço em Damasco

Alois Brunner, um dos principais protagonistas do Holocausto, morreu aos 89 anos num calabouço na capital síria em condições degradantes, revela uma nova investigação divulgada esta quarta-feira.

Segundo testemunhos de antigos seguranças sírios, Alois Brunner viveu os últimos anos num calabouço num sótão em Damasco, onde se encontrava exilado, em condições desumanas. Tinha direito a pouca comida, não podia lavar-se e nos últimos dias já estava muito cansado e doente. Foi sepultado em dezembro de 2001 no cemitério de Al Affif, situado na capital síria, de acordo com as mesmas fontes.

“Alegra-nos saber que viveu mal”, afirmou à AFP Serge Klarsfeld, filho de uma das vítimas de Auschwitz, citado pelo “El Mundo.”

Alois Brunner – que era considerado o braço-direito de Adolf Eichmann –, foi responsável pela morte de 130 mil judeus e disse nunca se ter arrependido das suas ações. Pelo contrário, há mais de 30 anos, o criminoso de guerra nazi disse, em entrevista a uma publicação alemã, que só lamentava não ter assassinado mais judeus.