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Marrocos proíbe as burqas

AREF KARIMI/GETTY

A proibição da produção, importação e venda do véu islâmico integral é justificada com “questões de segurança”

Marrocos baniu esta semana a produção, importação e venda de burqas, segundo anunciaram os media do país. “Tomámos a medida de proibir totalmente a importação, fabrico e comercialização desta peça de vestuário em todas as cidades e vilas do reino”, disse um alto funcionário do Ministério do Interior ao site informativo Le360.

A decisão, que está longe de ser pacífica entre os marroquinos, é justificada por questões de segurança, tendo em conta que “criminosos têm repetidamente usado esta peça de vestuário para cometerem os seus crimes", uma vez que lhes permite permanecerem incógnitos, segundo referiram os media marroquinos.

Os comerciantes foram informados na segunda-feira de que tinham 48 horas para escoarem os seus stocks de burqas. Não foi especificado, contudo, se o seu uso também virá a ser proibido.

O véu islâmico integral não é muito usual em Marrocos, onde é mais comum a hijab, que não tapa o rosto das mulheres.

O Rei Mohammed VI segue uma linha moderada do Islão, contestada por fações mais conservadoras, entre as quais se encontra o ex-deputado e clérigo Hammad Kabbaj que já qualificou a proibição como uma medida “inaceitável”.