Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Japão planeia ter novo imperador em 2019

Edwina Pickles / Fairfax Media / Getty Images

Apesar de as abdicações terem ocorrido na longa história imperial do Japão, há 200 anos que tal não acontece. Atualmente, não existe nenhum mecanismo legal que o permita

O imperador do Japão será substituído pelo filho a 1 de janeiro de 2019, de acordo com o planeado pelo país, que está a preparar o enquadramento legal para a primeira abdicação em 200 anos, avança a imprensa nipónica esta quarta-feira.

Akihito, de 83 anos, expressou o seu desejo de abdicar em agosto, após quase três décadas no trono, alegando motivos de saúde e idade avançada.

Os principais jornais do país – "Yomiuri", "Asahi", "Mainichi" e "Nikkei" – citam fontes não identificadas que dizem que o príncipe Naruhito, de 56 anos, vai suceder ao pai no dia de Ano Novo de 2019. No entanto, o porta-voz do Governo não quis comentar as notícias na sua conferência de imprensa regular esta quarta-feira.

Após o anúncio de Akihito no ano passado, o Governo estabeleceu um painel de especialistas para ajudar a decidir qual a melhor forma de proceder com a questão, repleta de desafios históricos e legais.

Apesar de as abdicações terem ocorrido na longa história imperial do Japão, há 200 anos que tal não acontece. Atualmente, não existe nenhum mecanismo legal que o permita.

O tema é altamente sensível à luz da história moderna de guerra do Japão, combatida em nome do pai de Akihito, o imperador Hirohito, que morreu em 1989. Alguns académicos e políticos consideram que a abdicação pode abrir um perigoso precedente e fazer com que os monarcas japoneses fiquem vulneráveis a manipulação política.