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Internacional

EUA. Agência para a Ética critica plano de Trump de manter império empresarial

DON EMMERT/Getty Images

Líder da agência federal para a ética dos titulares de cargos governamentais defendeu que Trump deverá reconsiderar a sua intenção antes de assumir funções enquanto Presidente dos EUA

O diretor da agência federal para a ética dos titulares de cargos governamentais criticou esta quarta-feira a intenção do Presidente eleito Donald Trump manter o seu império empresarial, atribuindo a direção deste aos seus filhos.

A alternativa seria a venda e colocação dos lucros num designado 'fundo cego', assim chamado porque o seu beneficiário desconhece os ativos que o compõem, aprovado pelas autoridades.

O diretor do Gabinete da Ética Governamental (OGE, na sigla em inglês), Walter Shaub, considerou na terça-feira que a solução de Trump para uma potencial cascada de conflitos éticos provocada pelos seus interesses empresariais quebra 40 anos de precedentes feitos por presidentes dos dois partidos.

Shaub, nomeado em 2013 pelo Presidente cessante, Barack Obama, defendeu publicamente que Trump deveria reconsiderar o seu plano antes da sua tomada de posse.

Shaub especificou que Trump deveria concordar "em desinvestir", um processo no qual ele vende os ativos empresariais e coloca a receita num fundo cego administrado por um gestor neutral aprovado pelo OGE.

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