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Internacional

60 empresários detidos na Turquia por alegado envolvimento com suposto grupo terrorista

Soma e segue a caça aos envolvidos no movimento que terá promovido o golpe de Estado falhado em julho

Sessenta empresários foram detidos na Turquia por supostamente estarem ligados ao movimento que terá promovido o golpe de Estado falhado em julho no país, divulgou esta quarta-feira a agência estatal de notícias turca Anadolu.

A agência noticiosa referiu que 110 empresários foram levados diante de um tribunal esta quarta-feira em Istambul para serem formalmente acusados de pertencerem a uma organização terrorista.

Cinquenta deles ficaram em liberdade condicional, embora o procurador tenha dito que irá recorrer desta decisão.

Os suspeitos são acusados de pertencerem ao movimento do clérigo Fethullah Gulen, que a Turquia acusa de orquestrar a tentativa de golpe de Estado de julho.

Gulen, que mora nos Estados Unidos, nega qualquer envolvimento.

Os 110 homens de negócios estavam entre as 380 pessoas que tinham uma ordem de detenção emitida, sendo que estas prisões fazem parte da investigação sobre o financiamento do movimento de Gulen.

A Turquia já solicitou por diversas vezes aos Estados Unidos a extradição de Gulen, mas as autoridades norte-americanas responderam que a decisão é da responsabilidade da justiça.

Após o golpe fracassado, as autoridades turcas desencadearam uma vasta purga, em particular nas fileiras das Forças Armadas, polícia, magistratura e 'media'.

Mais de 100.000 pessoas foram desde então presas, demitidas ou suspensas, motivando preocupações na Europa sobre a liberdade de expressão e de imprensa na Turquia.