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Como vai Trump evitar o conflito de interesses?

foto Jim Watson /AFP / Getty images

Apesar de se ter desfeito do seu portfólio de ações em junho para financiar a campanha, Donald Trump tem amanhã que esclarecer o que vai fazer com o seu grupo empresarial para evitar conflito de interesses. Democratas e outros críticos dizem que o que foi feito até agora é insuficiente

O plano de reestruturação terá de ser revelado esta quarta-feira. Donald Trump terá que explicar como irá distanciar os interesses do seu monopólio empresarial da presidência dos EUA, para que os interesses dos seus negócios não colidam com as responsabilidades do cargo da presidência da República, noticiou esta terça-feira o “Washington Post”.

No início, o presidente-eleito dos EUA, mostrou alguma relutância em afastar-se das suas empresas. Mas, nos últimos meses, Trump tem tomado algumas medidas para evitar relações conflituosas entre as suas empresas e o seu futuro cargo político: a sua organização - Trump Organization - desistiu dos projetos imobiliários na Georgia, Azerbeijão, Brasil e encerrou ainda quatro companhias com uma alegada ligação a um empreendimento na Arábia Saudita. Apesar de não ter sido publicamente declarado, tudo aponta que a anulação destes negócios seja para evitar o tão falado conflito de interesses.

Sinais de mudança já estão a ser dados dados no seu círculo mais íntimo como no caso do genro Jared Kusnhner, nomeado para a cessor presidencial, que deverá demitir-se do seu lucrtaivo negócio imobiliário e desfazer-se de ativos de investimentos no estrangeiro antes de entra em funções na Casa Branca.

De acordo com a Reuters, a lei federal não proíbe o o envolvimento do Presidente em negócios privados, apesar de os legisladores e os especialistas de ética empresarial sugerirem a existência de um conflito entre os interesses pessoais e os interesses políticos e nacionais. A proibição aplica-se apenas os membros de governo e funcionários públicos.

Ainda assim, Donald Trump, sob forte pressão dos Democratas e alguns aliados Republicanos, já mencionou que pretende passar o controlo das empresas para os seus três filhos mais velhos - Donald Jr., Eric e Ivanka Trump.

O presidente-eleito dos EUA, que toma posse no dia 20 de janeiro, tem participações em cerca de 500 empresas em mais de 20 países do mundo, mas a maioria dos empreendimentos estrangeiros apenas usam o seu nome, sendo liderados por outros.