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Alto executivo da Volkswagen detido nos EUA por caso de manipulação de emissões

Joe Wilssens Handout/EPA

O alemão Oliver Schmidt foi detido no sábado pelo caso que afetou cerca de 600 mil automóveis nos EUA

Um alto executivo da Volkswagen foi detido pelo FBI na Flórida no âmbito do escândalo de manipulação de emissões poluentes, avança esta segunda-feira o jornal “The New York Times”. Oliver Schmidt foi acusado de ter desempenhado um papel central numa conspiração para impedir que os fiscais norte-americanos descobrissem que os veículos a disel produzidos pela companhia foram programados para manipular os testes.

Schmidt, responsável pela conformidade das regulações da empresa nos Estados Unidos entre 2014 e março de 2015, de acordo com o “The Guardian”, é o segundo detido pelo caso que afetou cerca de 600 mil automóveis nos Estados Unidos, depois do engenheiro James Robert Liang, em outubro passado.

O agente do FBI, Ian Dinsmore, explicou que o Schmidt teve um papel fundamental a convencer os reguladores que o excesso de emissões era causado por problemas técnicos em vez de manipulação deliberada.

A Volkswagen admitiu que os seus motores a diesel de dois e três litros tinham sido manipulados para ocultar as verdadeiras emissões de óxido de azoto, um produto considerado cancerígeno pelas autoridades de saúde.

A empresa alemã chegou a um acordo para indemnizar nos Estados Unidos dois proprietários dos quase 500 mil veículos com motores a diesel de dois litros vendidos no país, bem como as autoridades norte-americanas. Segundo o acordo, a Volkswagen será obrigada a desembolsar cerca de 15.000 milhões de dólares (aproximadamente 14.171 milhões de euros).

A empresa também está perto de chegar a um acordo para compensar cerca de 85 mil proprietários de veículos com motores a diesel de três litros que existem nos Estados Unidos.