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Trump reitera que México irá reembolsar EUA por custos de muro fronteiriço

DON EMMERT/GETTY

Em 2006, George W. Bush aprovou uma lei para a construção de um muro entre os Estados Unidos e o México, que nunca chegou a ser erguido. No entanto, a lei não previa nenhum prazo limite para a realização da obra. Agora, Trump quer levar a construção do muro para a frente e pretende fazer com que o México “reembolse” os EUA com as despesas

O Presidente norte-americano eleito, Donald Trump, reiterou esta sexta-feira que o México irá reembolsar os Estados Unidos pelos custos envolvidos na construção de um muro na fronteira entre os dois países, uma das promessas eleitorais do controverso multimilionário.

Trump insistiu na ideia depois de terem vindo a público relatos de que líderes republicanos estariam a avaliar a possibilidade de financiar este muro com dinheiros federais, ao abrigo de uma lei de 2006 que abrange a construção de infraestruturas nos limites fronteiriços. “Os media desonestos não relatam que qualquer dinheiro usado para construir a Grande Muralha (...) será pago depois pelo México”, escreveu o Presidente eleito na sua conta oficial da rede social Twitter.

Em 2006, o então Presidente norte-americano, o republicano George W. Bush, aprovou uma lei para construir uma "barreira física" em cerca de 1.100 quilómetros ao longo da fronteira com o México, que tem uma extensão total de cerca de 3.000 quilómetros. A construção da "barreira física" nunca avançou, mas a lei aprovada por Bush não especificava qualquer prazo para a concretização da obra, o que possibilita agora o eventual financiamento do muro de Trump.

A 22 de outubro, durante a campanha eleitoral das presidenciais norte-americanas, Donald Trump avisou que as autoridades mexicanas iriam ressarcir os Estados Unidos pelos custos envolvidos na construção do muro fronteiriço, que pretende travar a entrada de imigrantes ilegais no território americano. “Disse que o México pagaria o muro, no entendimento de que o país iria reembolsar os Estados Unidos pelo custo total desse muro”, afirmou então o magnata do imobiliário, uma posição que voltou a reforçar esta sexta-feira. Mas antes Trump tinha afirmado que seria o México a pagar diretamente a construção do muro.

Em agosto, em plena campanha eleitoral, o Presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, convidou os dois candidatos presidenciais norte-americanos, Donald Trump e a democrata Hillary Clinton, a visitarem o país. Trump aceitou o convite e, nessa altura, garantiu que não discutiu com Peña Nieto qualquer questão sobre quem iria pagar o quê. “Não discutimos o pagamento do muro, isso fica para uma data mais à frente”, garantiu então. Peña Nieto, por sua vez, escreveu na mesma altura no Twitter: “No início da conversa com Donald Trump, deixei claro que o México não vai pagar pelo muro”.

Segundo cálculos realizados pela comunicação social norte-americana, a ideia de Trump poderá custar cerca de 10 milhões de dólares (9,4 milhões de euros). As autoridades mexicanas já afirmaram por diversas ocasiões que não têm qualquer intenção de pagar um cêntimo que seja do muro que Donald Trump pretende construir.

O congressista republicano Chris Collins afirmou esta sexta-feira que Trump “tem todas as cartas que necessita” para pressionar o reembolso mexicano, porque “a economia do México depende dos consumidores norte-americanos”.