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Pelo menos 33 mortos em prisão no Brasil, algumas das vítimas “desmembradas”

Segundo o “Estadão”, a maioria das vítimas “foi decapitada, teve o coração arrancado ou foi desmembrada”. Os corpos “foram atirados para um corredor que dá acesso às alas”, acrescenta o jornal brasileiro

Helena Bento

Jornalista

Morreram 33 presos na madrugada desta sexta-feira durante um motim na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, no estado de Roraima, no norte do Brasil, de acordo com vários meios de comunicação brasileiros, que citam um comunicado da Secretaria de Justiça e Cidadania de Roraima.

“Nesta madrugada (dia 6) foram registadas 33 mortes na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo [a maior do Estado onde está localizada]. A situação está sob controlo; o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e a polícia militar estão nas alas do referido presídio”, refere o comunicado.

Segundo o “Estadão”, a maioria das vítimas “foi decapitada, teve o coração arrancado ou foi desmembrada”. Os corpos “foram atirados para um corredor que dá acesso às alas”, acrescenta o jornal brasileiro.

Em entrevista a uma rádio local, o secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel de Castro Júnior, disse acreditar que os crimes foram cometidos por membros da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), uma vez que “não existem fações de outras organizações criminosas no local” além dessa. O PCC atua sobretudo em São Paulo, mas está presente em 22 dos 27 estados brasileiros, além de países como a Bolívia e o Paraguai. É considerada uma das maiores organizações criminosas do país.

De acordo com a revista brasileira “Exame”, as vítimas pertenciam à fação inimiga do PCC na prisão, o Comando Vermelho (CV), que representa cerca de 10% do total do número de presidiários.

Trata-se do segundo conflito registado no local nos últimos meses (em outubro de 2016, uma rebelião entre membros de fações rivais fez 10 mortos nestas instalações) e do segundo confronto violento esta semana em prisões brasileiras, depois de na segunda-feira, 2 de janeiro, terem morrido 56 pessoas e várias ficado feridas na sequência de uma rebelião num estabelecimento prisional da cidade de Manaus.