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Atirador do aeroporto da Flórida era militar norte-americano que servira no Iraque

ANDREW INNERARITY/REUTERS

Esteban Santiago, de 26 anos, vinha de um voo do Alasca. Depois de levantar a sua bagagem, retirou de uma mala uma arma e foi à casa de banho colocar as munições, começando depois a disparar, matando 5 pessoas e ferindo outras oito

O individuo - detido como suposto atirador que esta sexta-feira causou 5 mortos e oito feridos, no aeroporto o internacional Fort Lauderdale-Holywood, na Flórida (EUA) - é Esteban Santiago, um militar norte-americano de 26 anos, segundo indicou um porta-voz do senador da Flórida Bill Nelson.

O militar vinha de um voo do Alasca e após ter levantado a sua bagagem, retirou de uma mala a arma e foi à casa de banho colocar as munições, começando depois a disparar.

Quando foi detido já se encontrava desarmado e não ofereceu resistência.

Havia declarado a arma que transportara na bagagem, segundo indicaram responsáveis norte-americanos à agência Associated Press.

Esteban Santiago foi destacado para o Iraque em 2010 onde permaneceu um ano, segundo indicou um porta-voz da Guarda Nacional de Porto Rico.

O seu irmão, Bryan Santiago, referiu à Associated Press que ele havia recebido apoio psicológico enquanto viveu no Alasca e que a família recebera recentemente um telefonema da sua namorada alertando-os para a situação.

Byran disse contudo não saber o motivo pelo qual o seu irmão estava a receber tratamento.

Esteban nasceu em Nova Jersey, mas mudou-se para o território norte-americano de Porto Rico com apenas dois anos de idade. Cresceu na cidade costeira de Penuelas e serviu na Guarda Nacional da ilha durante alguns anos.

A FBI está a interrogá-lo desconhecendo-se ainda quais foram as suas motivações. O militar parece ter disparado contra as pessoas de forma indiscriminada, não tendo dito nada enquanto o fazia.

O tiroteio ocorreu na zona recolha de bagagem da Delta Airlines.

A situação levou ao encerramento do aeroporto.

O governador Rick Scott declarou que o seu “coração está com todas as famílias atingidas”, referindo que todas as forças de segurança estão a trabalhar juntas no caso.

O governador confirmou já ter falado com o Presidente eleito, Donald Trump, e com o vice-Presidente eleito, Mike Pence, mas não contactou o ainda Presidente Barack Obama. Algo que justificou com a “relação pessoal” que possui com a futura administração.