Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Mais detenções em Istambul. Atacante poderá ter tido cúmplices

OZAN KOSE/GETTY

Vice-primeiro ministro turco, Veysi Kaynak, admite que o atirador da discoteca Reina terá contado com a ajuda de mais pessoas na preparação do atentado

Pelo quinto dia consecutivo prossegue a caça ao principal suspeito do atentado numa discoteca em Istambul, no reveillon, que causou 39 mortos e 69 feridos. Esta quinta-feira, o vice-primeiro-ministro turco admitiu que o atirador poderá ter conseguido escapar para o estrangeiro com a ajuda de cúmplices.

“O presumível terrorista já foi identificado pelas autoridades e o seu possível paradeiro está a ser apurado”, declarou o vice-primeiro-ministro turco, Veysi Kaynak, em conferência de imprensa, citado pela AP.

O governante disse esperar que as autoridades consigam localizar em breve o suspeito que, sublinhou, é um “indivíduo treinado” – que já combateu pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) na Síria – e deverá ter contado com a ajuda de mais pessoas na preparação do atentado.

Entretanto, a polícia turca deteve esta manhã mais suspeitos de envolvimento no ataque à discoteca Reina, elevando para 36 o número de pessoas colocadas sob custódia no âmbito do inquérito sobre o atentado. A operação policial desta quinta-feira teve como alvo a cidade costeira de Selimpasa, na capital, na sequência de suspeitas de que alguns dos cúmplices do atirador se encontravam no local.

Na quarta-feira, cerca de 20 pessoas – oriundas da Ásia Central e do norte de África – foram também detidas na cidade de Esmirna por suspeitas de ligações ao Daesh. Durante essa operação foram apreendidos telemóveis, passaportes falsos, óculos para visão noturna e GPS, avançaram os meios de Comunicação Social locais.

Segundo a agência Dogan, o Governo turco solicitou entretanto o reforço da segurança nas fronteiras com a Grécia e a Turquia.

O ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Mevlut Cavusoglu, confirmou ontem que o principal suspeito do atentado foi identificado, sem adiantar mais dados. No entanto, de acordo com as autoridades turcas – que divulgaram a imagem do presumível atirador – o indivíduo terá cerca de 25 anos e será oriundo da região da Ásia Central, do Uzbequistão ou Quirguistão.

A autoria do atentado foi reivindicada pelo Daesh, que explicou em comunicado que se tratou de uma ação para “vingar a religião de Deus” e uma “resposta às ordens do líder do grupo terrorista Abu Bakr al-Baghdadi”.

O ataque ocorreu cerca de uma hora e meia depois de Istambul ter entrado em 2017, quando um atirador invadiu a discoteca Reina, em Istambul, e disparou centenas de tiros contra os clientes do espaço noturno. A maioria das vítimas eram cidadãos estrangeiros.