Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Suécia conclui que redução para 6 horas de trabalho não compensa

GETTY

Redução de horário foi experimentada ao longo dos últimos dois anos com as enfermeiras de um lar de idosos da cidade de Gotemburgo

Em sequência da redução do horário de trabalho de oito para seis horas diárias, as enfermeiras do Svartedalens, um lar de idosos da autarquia de Gotemburgo, na Suécia, estiveram menos tempo de baixa por doença, sentiram-se mais felizes e o seu relacionamento com os pacientes melhorou, mas o custo não compensou esses benefícios, segundo as primeiras conclusões da experiência levada a cabo nos últimos dois anos.

Para compensar a redução do horário das 68 enfermeiras, tiveram de ser contratados mais 15 funcionários para o lar, o que implicou um custo adicional de cerca de 600 mil euros anuais, representando um acréscimo de 22%. O que leva os responsáveis políticos suecos a deixarem de lado a ideia de alargar a experiência da redução de horários, pelo menos num futuro próximo.

“É demasiado dispendioso para ser levada a cabo uma redução generalizada do horário de trabalho dentro de um espectro de tempo razoável”, afirmou Daniel Bernmar, político de esquerda responsável pelos serviços para idosos da autarquia.

Esta já não é a primeira experiência levada a cabo na Suécia relativa à redução de horários de trabalho. A Filimindus, empresa de criação de aplicativos sedeada na Suécia, experimentou a redução do horário a partir de 2014 e concluiu que os seus funcionários não só se tornaram mais felizes como mais produtivos. “Permanecer concentrado numa tarefa específica por oito horas é um grande desafio”, referiu o COE da empresa Linus Feldt.