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Netanyahu apoia soldado israelita que matou palestiniano ferido e indefeso

ABIR SULTAN

Após o julgamento que dividiu a opinião pública israelita e que deu esta quarta-feira lugar a uma sentença de condenação, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu manifestou-se a favor do arguido

“Eu sou a favor de um perdão para Elor Azaria”, escreveu o primeiro-ministro israelita no Facebook, em apoio ao sargento israelita que foi esta quarta-feira condenado por ter morto um jovem palestiniano, que na altura se encontrava ferido e imóvel, e que momentos antes havia atacado à facada uma patrulha.

A declaração de Benjamin Netanyahu, que também apelou aos israelitas que manifestem o seu apoio às Forças de Defesa Israelitas (FDI), surge antes de ser tomada uma decisão relativamente à pena a que será condenado o militar. O militar foi considerado culpado de homicídio involuntário, podendo incorrer numa pena de até 20 anos de prisão.

O caso aconteceu a 24 de março na Cisjordânia. Elor Azaria, auxiliar médico então com 19 anos, matou com um tiro na cabeça o palestiniano de 21 anos que jazia no chão. O palestiniano havia ferido com uma faca um militar israelita, tendo sido depois atingido a tiro. Quando Azaria chegou junto dele, o palestiano já estava ferido e desarmado. A cena foi filmada por um palestiniano e divulgada por um grupo israelita de direitos humanos.

Azaria alegou que pensava que o palestiniano tinha um cinto com explosivos, mas os juízes rejeitaram esse argumento, notando que não declarou esse facto quando foi interrogado logo a seguir. Por outro lado, referiram que um outro soldado indicou aos investigadores que o sargento afirmara antes de ter disparado: “Eles esfaquearam o meu amigo e tentaram matá-lo – ele merece morrer”.

O julgamento causou divisão entre a opinião pública israelita. Tiveram lugar manifestações de apoio ao soldado, mas não contaram com o apoio de altas patentes militares que consideram, que o modo como Azaria agiu não reflete os valores das FDI.

O primeiro-ministro israelita começou por concordar com esta posição, mas acabou por telefonar aos pais do sargento, após os partidos mais à direita do seu governo terem manifestado o seu apoio a Azaria.