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Suspeito do atentado em Istambul terá lutado pelo Daesh na Síria

OZAN KOSE/GETTY

O indivíduo terá cerca de 25 anos e será oriundo do Uzbequistão ou o Quirguistão. Foi em novembro que deu entrada na Turquia, segundo as informações das autoridades

A polícia turca continua à caça do suspeito do atentado numa discoteca de Istambul, que causou 39 mortos na noite da passagem de ano. No entanto, há novas informações sobre a identidade do presumível atirador, cuja foto foi divulgada esta segunda-feira pelas autoridades.

O indivíduo terá cerca de 25 anos e será oriundo da região da Ásia Central, do Uzbequistão ou o Quirguistão. De acordo com os últimos dados da polícia, o suspeito ter-se-à juntado às fileiras do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) na Síria, dando entrada em novembro na Turquia.

Foi através da recolha das impressões digitais e da análise de um vídeo captado por uma câmara de segurança que as autoridades chegaram à identificação do principal suspeito, refere a CNN. Entretanto, foi divulgado também esta terça-feira um vídeo filmado pelo próprio suspeito a passear próximo da praça Taksim, na capital turca. Desconhece-se, contudo, a data e a origem do mesmo.

Embora sem qualquer confirmação oficial, alguns media turcos avançam esta terça-feira que entre as oito pessoas que foram detidas na véspera por suspeitas de envolvimento no atentado esteja a mulher do suspeito que continua a monte.

O vice-primeiro ministro turco Numan Kurtulmuş voltou a garantir que o responsável pelo ato terrorista será capturado em breve, reiterando que o país não vai desistir de lutar contra o terrorismo. “Onde quer que ele esteja escondido nós vamos encontrá-lo. Com a ajuda de Deus, e o apoio do nosso povo, e tida a nossa capacidade nacional, iremos segurá-lo pelos joelhos e dar-lhe-emos depois a resposta necessária”, prometeu o governante citado pelo “The Guardian”.

A autoria do atentado foi reivindicada esta segunda-feira pelo Daesh, que explicou em comunicado que se tratou de uma ação para “vingar a religião de Deus” e uma “resposta às ordens do líder do grupo terrorista Abu Bakr al-Baghdadi”.

O ataque ocorreu nas primeiras horas do dia 1 de janeiro, quando um homem invadiu a discoteca Reina, situada na zona de Ortakoy, em Istambul, e começou a disparar contra as pessoas que ali se encontravam, depois de ter morto um polícia e um agente de viagens no exterior do estabelecimento noturno.

De acordo com as informações das autoridades, o atirador disparou mais de 180 balas no local, tendo antes explodido granadas à entrada do espaço noturno.

Pelo menos 25 das vítimas mortais eram cidadãos estrangeiros de França, Rússia, Israel, Tunísia, Líbano, Índia, Bélgica, Jordânia e Arábia Saudita.