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Turquia proíbe media turcos de noticiarem desenvolvimentos do atentado

ADEM ALTAN/GETTY

Primeiro-ministro turco diz que a medida visa evitar a publicação de notícias que possam semear o “medo, o pânico e a desordem” e satisfazer os “objetivos das organizações terroristas”

O primeiro-ministro turco Binali Yildirim anunciou esta segunda-feira que os media do país estão proibidos temporariamente de noticiarem desenvolvimentos sobre o atentado que causou 39 mortos e 69 feridos, na noite de fim de ano, numa discoteca em Istambul.

De acordo com a AP, a ordem do governo turco tem como alvo toda a imprensa nacional e visa evitar a publicação de notícias que causem “medo, pânico e desordem, o que poderá ir ao encontro dos objetivos das organizações terroristas”.

Os media turcos ficam assim impossibilitados de publicarem desenvolvimentos sobre o “momento do ataque, o pós-ataque, o local do crime, as operações das autoridades públicas, os feridos e os mortos” e tudo o que estiver relacionado com o suspeito de ter levado a cabo o atentado, entretanto reivindicado, esta manhã, pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

O ataque ocorreu na madrugada de sábado quando um homem invadiu a discoteca Reina, situada na zona de Ortakoy, em Istambul, e começou a disparar contra as pessoas que ali se encontravam, depois de ter morto um polícia e um agente de viagens no exterior do estabelecimento noturno.

Segundo a BBC, o atacante – que será oriundo do Uzbequistão ou o Quirguistão –, disparou mais de 180 balas no local. Neste momento, continua a decorrer a caça ao homem. O ministro do Interior turco Suleyman Soylu espera que o indivíduo, que terá aproveitado o “momento de caos” para fugir, seja “capturado em breve”. Algumas testemunhas relatam que o atacante saltou para as águas do Bósforo, colocando-se em fuga.

Estima-se que cerca de 600 pessoas se encontravam na altura da discoteca que foi alvo do ataque. Pelo menos 25 das vítimas mortais eram cidadãos estrangeiros de França, Rússia, Israel, Tunísia, Líbano, Índia, Bélgica, Jordânia e Arábia Saudita.

O Presidente turco Recep Tayyip Erdog considera que a ação terrorista teve como objetivo “desmoralizar o povo turco e desestabilizar o país” e garante que a Turquia irá lutar contra o terrorismo até ao fim. “A Turquia continuará unida e não dará espaço aos jogos sujos dos terroristas”, declarou o chefe de Estado turco.