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Finlândia atribui subsídio que será mantido mesmo que se deixe de estar desempregado

HEIKKI SAUKKOMAA/GETTY

A experiência começou a ser efetuada com 2 mil desempregados escolhidos aleatoriamente. Caso seja bem sucedida, o rendimento mínimo virá a ser pago a toda a população adulta da Finlândia

A Finlândia iniciou a 1 de janeiro uma experiência de pagamento de um rendimento mínimo garantido de 560 euros mensais a 2 mil desempregados, que foram escolhidos aleatoriamente, um subsídio que será mantido até ao final de 2018, independentemente dos beneficiários começarem ou não entretanto a trabalhar.

A ideia é perceber até que ponto este tipo de pagamento será mais eficiente para o Estado do que o atual sistema, em que os beneficiários do rendimento mínimo ou do subsídio de desemprego perdem apoios se começam a ter outros rendimentos, o que cria um eventual desincentivo para que comecem a trabalhar, mesmo em part-time ou por conta própria.

“Vai ser muito interessante observar como as pessoas se vão comportar”, afirmou Olli Kangas, da agência governamental KELA, responsável pelo atribuição dos benefícios sociais."Vai levá-los a experimentarem diferentes tipos de empregos? Ou, como alguns críticos acusam, vai torná-las preguiçosas, depois de saberem que vão receber um rendimento básico sem fazerem nada?", questionou.

Caso a experiência seja bem sucedida, este tipo de rendimento mínimo poderá vir a ser pago a toda a população adulta do país.

A Finlândia tem 5,5 milhões de habitantes e a taxa de desemprego atingiu os 8,1% em novembro. O rendimento mínimo fica muito abaixo do rendimento médio existente no país, que se situa nos 2500 euros.

A experiência surge no âmbito das medidas do Governo de centro-direita, dirigido por Juha Sipila, para responder ao desemprego.

Experiências similares estão também a ser ponderadas no Canadá, Islândia, Uganda e Brasil.

Na cidade italiana de Livorno, começou a ser pago em junho um rendimento mínimo de 500 euros às 100 famílias mais pobres, passando a partir do próximo domingo a abranger mais 100 famílias.

No ano passado foi votado em referendo na Suíça a hipótese do estabelecimento de um rendimento garantido de 2,375 euros mensais para todos os adultos, mas o plano foi chumbado com 75% de votos contra.