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Prossegue caça ao homem que matou 39 pessoas numa discoteca em Istambul

Getty Images

Ataque ocorreu na noite da passagem de ano e deixou 39 pessoas mortas e pelo menos 69 feridas. Polícia turca diz ter algumas pistas sobre a identidade dos atacantes, que ainda não foram encontrados. Caça ao homem prossegue. Entre as vítimas mortais há 24 cidadãos estrangeiros, mas nenhum de nacionalidade portuguesa

Helena Bento

Jornalista

A caça ao homem que matou 39 pessoas e deixou pelo menos 69 feridas numa discoteca em Istambul, na Turquia, prossegue este domingo. De acordo com o ministro turco Suleyman Soylu, o alegado autor do ataque está a ser procurado pela polícia, esperando-se que ele seja “apanhado em breve”.

Em conferência de imprensa este domingo, o primeiro-ministro turco Binali Yildirim informou que a polícia tem “algumas pistas sobre a identidade dos atacantes”, não entrando, contudo, em mais pormenores. “Alguns dados começam a aparecer, mas as autoridades estão a trabalhar para alcançar um resultado concreto”, acrescentou o primeiro-ministro, revelando ainda que entre os feridos há “três ou quatro” que se encontram em estado crítico.

De acordo com a CNN, a polícia turca lançou uma operação policial em Kuruçesme, um bairro vizinho ao de Ortakoy, onde decorreu o ataque.

O incidente ocorreu por volta da 1h00 da manhã (22h00 em Portugal), quando um homem entrou na discoteca Reina, localizada na zona de Ortakoy, na margem europeia do Bósforo, e começou a disparar de forma indiscriminada sobre as pessoas que ali se encontravam.

De acordo com as primeiras informações veiculadas pelos meios de comunicação, na discoteca (muito conhecida e frequentada por turistas e residentes locais) encontravam-se entre 500 a 600 pessoas quando se deu o ataque.

Várias testemunhas afirmaram ter visto corpos no chão e pessoas a saltar para o rio para escapar aos tiros. Um sobrevivente, citado pelo “Guardian”, afirmou que o atacante gritou “Allahu Akbar” (Deus é grande, em árabe) durante o ataque, que ainda não foi reivindicado.

De acordo com o mesmo jornal britânico, que cita fonte de um partido da oposição ao governo da Turquia, há 24 estrangeiros entre os mortos já identificados (mais do que os 15 inicialmente avançados pelo ministro do Interior turco Suleyman Soylu), entre cidadãos da Arábia Saudita, Iraque, Líbano, Tunísia, Índia, Kuwait, Jordânia, Síria e Israel. Entre as vítimas mortais encontram-se ainda um cidadão belga nascido na Turquia e outro com nacionalidade canadiana e iraquiana.

De acordo com a secretaria de Estado das Comunidades, não há, para já, qualquer informação sobre cidadãos portugueses entre os mortos e feridos do atentado, declarou José Luís Carneiro, secretário de Estado das Comunidades, ao Público. Caso está a ser acompanhado, disse ainda.

O Governo português, à semelhança de outros governos e líderes internacionais, condenou “firmemente” o atentado e exprimiu a sua “solidariedade com o povo e as autoridades turcas”, reafirmando o “empenhamento de Portugal na luta contra o terrorismo em todas as suas formas”, lê-se no comunicado divulgado este domingo.

Segundo o balanço provisório do ministro francês dos Negócios Estrangeiros, o atentado feriu também três cidadãos gauleses.

O Presidente turco Recep Tayyip Erdogan reagiu ao ataque dizendo que o objetivo dos atacantes é “semear o caos no país”. Num comunicado divulgado pela Presidência, Erdogan garantiu que a Turquia vai lutar contra “o terrorismo e os seus apoiantes até ao fim”.

“O objetivo deles, ao atingirem deliberadamente civis, é destruir a moral do nosso país e semear o caos. Como nação, vamos combater para acabar não só com os ataques armados dos grupos de terroristas, mas também os ataques económicos, políticos e sociais”, acrescentou o Presidente turco.