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Internacional

Diplomatas russos expulsos dos Estados Unidos já deixaram o país

Chip Somodevilla

Além dos 35 diplomatas, também saíram do país as suas famílias. A saída acontece três dias depois do anúncio das sanções pelo Presidente norte-americano, e na sequência de uma notícia do “Washington Post”, segundo a qual piratas informáticos alegadamente ligados ao Governo russo acederam à rede elétrica dos Estados Unidos

O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou este domingo que os 35 diplomatas russos que o Presidente, Barack Obama, ordenou que saíssem do país já o fizeram.

Obama argumentou que os diplomatas eram na verdade agentes dos serviços secretos e ordenou a imposição de novas sanções aos agentes russos por alegadamente terem interferido com sites políticos durante a campanha para as eleições presidenciais.

O Presidente norte-americano, que será no dia 20 substituído por Donald Trump, também decretou o encerramento de duas instalações russas em Maryland e em Nova Iorque.

O Departamento de Estado confirmou que, além dos 35 diplomatas, também saíram do país as suas famílias.

A saída acontece três dias depois do anúncio das sanções pelo Presidente norte-americano, e na sequência de uma notícia do “Washington Post”, segundo a qual piratas informáticos alegadamente ligados ao Governo russo acederam à rede elétrica dos Estados Unidos sem, no entanto, terem provocado interrupções no fornecimento de energia.

O jornal cita funcionários governamentais norte-americanos, não identificados, que afirmam que o alvo do ataque informático foi uma das empresas de fornecimento de eletricidade do estado do Vermont.

“O acesso pode ter tido como objetivo a interrupção do serviço [que não chegaram a provocar] ou provar até que ponto os russos conseguem entrar na rede”, escreveu o “Washington Post”, citando as mesmas fontes.

Os Estados Unidos têm acusado o Governo russo de estar por trás de ataques informáticos ao Partido Democrata durante a campanha para as presidenciais norte-americanas de novembro com o objetivo de favorecer o candidato republicano, Donald Trump, que venceu as eleições.