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Internacional

Coreia do Norte garante estar muito perto de testar míssil balístico intercontinental

EPA

O regime norte-coreano intensificou em 2016 os seus testes nucleares e o lançamento de mísseis de curto e médio alcance. Em setembro deste ano, anunciou ter executado o seu quinto teste nuclear, que poderá ter sido o mais poderoso até então

Helena Bento

Jornalista

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, garantiu que o seu país muito perto de testar um míssil balístico intercontinental. “A investigação e desenvolvimento de equipamentos militares de última geração estão a progredir ativamente e estamos a fortalecer as nossas capacidades de defesa, incluindo com a preparação de um teste de lançamento de um míssil balístico intercontinental, que está já na última fase”, disse Kim Jong-un no seu discurso de Ano Novo, citado pela CNN.

O regime norte-coreano intensificou em 2016 os seus testes nucleares e o lançamento de mísseis de curto e médio alcance. Em setembro deste ano, anunciou ter executado o seu quinto teste nuclear. Para a Coreia do Sul, a explosão dessa ogiva teve o dobro da força da que foi originada pelo teste nuclear conduzido por Pyongyang em janeiro, em que terá sido alegadamente testada uma bomba de hidrogénio. Estas aventuras têm mantido o regime sob sanções das Nações Unidas desde 2006.

No mesmo discurso transmitido pela televisão norte-coreana, Kim Jong-un disse que “se os EUA e os seus vassalos não terminarem com as suas ameaças nucleares, com a chantagem e com os exercícios de guerra que têm feito mesmo debaixo do nosso nariz com a desculpa de que se trata de exercícios anuais, a DPRK [República Popular Democrática da Coreia] vai continuar a aumentar as suas capacidades militares de autodefesa e a reforçar a sua capacidade de ataque com ênfase na força nuclear”.

Em reação às declarações do líder norte-coreano, Anna Richey-Allen, porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, disse que a Coreia do Norte deve estar preocupada em “cumprir as suas obrigações e compromissos internacionais e em regressar às conversações sérias em vez de levar a cabo ações provocatórias e usar uma retórica inflamada que ameaça a estabilidade e paz internacionais”.

Segundo a porta-voz, citada pela Reuters, “todos os Estados devem usar os canais e meios de influência disponíveis para fazer com que a Coreia do Norte se convença que recorrer à tecnologia de mísseis balísticos é inaceitável e para mostrar que há consequências para as condutas ilícitas do país”.