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Ataque em Istambul: EUA prometem assistência à “aliada” Turquia

Kay Nietfeld/EPA

Barack Obama foi dos primeiros a dar as suas condolências depois do ataque a uma discoteca em Istambul na noite da passagem de ano, que matou 39 pessoas e feriu mais 69.

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O Presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu dar apoio às autoridades turcas, caso precisassem, no seguimento do ataque a uma discoteca em Istambul, que fez, para já, 39 mortos e 69 feridos.

A mensagem foi feita através do porta-voz da Casa Branca, Eric Schultz, uma vez que Obama está de férias no Havai.

“Esta tarde o Presidente foi informado pela sua equipa da segurança nacional que tinha havido um ataque em Istambul. O Presidente expressou as suas condolências pelas vidas inocentes que se perderam e disse à sua equipa para dar a assistência necessária as autoridades turcas, caso precisassem, e ainda para o manter atualizado”, disse num comunicado.

Além disso, o porta-voz do departamento de Estado dos EUA, Mark C. Toner, fez um comunicado oficial, onde mostrava todo o apoio aos aliados turcos.

“Os EUA condenam fortemente o ataque terrorista numa discoteca em Istambul, na Turquia. Damos as nossas condolências às famílias das vítimas e a todo o povo da Turquia, e esperamos que os feridos recuperem depressa. Manteremos um contacto muito próximo com as autoridades turcas durante toda a investigação. Estamos solidários com a nossa aliada na NATO - a Turquia - no combate à ameaçam do terrorismo. Infelizmente, este hediondo ataque é mais um esforço para matar e mutilar civis inocentes. Estes ataques apenas reforçam a nossa determinação para trabalhar com o governo da Turquia para combater o flagelo do terrorismo”, disse.

Os EUA e a Turquia reforçaram a sua aliança com o agravar da guerra na Síria. Ambos os países estão contra as ações do regime de Bashar al-Assad, que por sua vez é apoiado pela Rússia, com quem os EUA também não têm tido as melhores relações. Veja-se a recente decisão de Obama de expulsar 35 diplomatas russos do país na sequência das suspeitas de que a Rússia tinha influenciado as eleições presidenciais.

Resta agora saber se esse apoio à Turquia se manterá quando o presidente-eleito, Donald Trump, assumir o cargo já no dia 20 de janeiro. Ao contrário de Obama, Trump tem a Rússia como sua aliada.