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5.118.3.115.6.111 - Os atentados e mortos na Turquia só em 2016

A discoteca Reina, em Istambul, foi atacada na noite da passagem de ano de 2016 para 2017

TOLGA BOZOGLU/EPA

Foi um ano de atentados terroristas na Turquia e Istambul e Ancara foram as mais atingidas

Parecem números aleatórios, mas não são. São o número de atentados e de mortos na Turquia, só em 2016, e sem contar com o da noite da passagem de ano que, apesar de serem 22h00 em Portugal quando aconteceu, ou seja, ainda no dia 31 de dezembro, em Istambul era já 1h00 da manhã do primeiro dia de janeiro de 2017.

Segundo a informação recolhida pela Lusa, o ano passado, contaram-se 14 atentados na Turquia que fizeram 291 mortos e e mais de 491 feridos, sendo Istambul - a cidade mais turística do país - e Ancara, a capital, as mais atacadas.

Dos 14, cinco foram em Istambul, matando 118 pessoas e fazendo mais de 338 feridos, e três foram em Ancara, onde morreram 115 pessoas e mais de 80 ficaram feridas. Daí o 5.118.3.115.

Os restantes atentados foram espalhados por seis cidades e fizeram 111 mortos e mais de 33 feridos. Ou seja, 6.111.

Esta é a lista de incidentes:

19 de dezembro: O embaixador russo na Turquia, Andrei Karlov, foi morto a tiro numa galeria de arte em Ancara por um polícia que disse estar a vingar o conflito na Síria e, em particular, a cidade de Alepo.

17 de dezembro: 14 soldados morreram e dezenas de outros ficaram feridos num ataque suicida que atingiu um autocarro militar na cidade de Kayseri. O ataque foi reivindicado pelo grupo Falcões pela Liberdade do Curdistão (TAK) considerado o braço armado do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

10 de dezembro: 44 pessoas morreram, na maioria polícias, e 166 ficaram feridas quando duas bombas rebentaram em Istambul depois de um jogo de futebol no estádio do Besiktas. O TAK reivindicou o ataque.

24 de novembro: Um carro bomba matou duas pessoas e feriu 33 na cidade de Adana

04 de novembro: Nove pessoas, entre as quais dois polícias, morreram quando um carro explodiu junto a uma esquadra da polícia em Diyarbakir, a maior cidade na maioria curda do sudeste da Turquia.

09 de outubro: 18 pessoas morreram quando uma carrinha explodiu perto de uma esquadra da polícia no distrito de Semdinli. O PKK foi responsabilizado.

26 de Agosto: 11 oficiais da polícia morreram num ataque suicida com um carro armadilhado em Cizre, junto à fronteira com a Síria, que foi reivindicado pelo PKK.

20 de agosto: 57 pessoas morreram, 34 das quais crianças, num ataque à bomba num casamento curdo na cidade de Gaziantep, junto à fronteira com a Síria. O Presidente Recep Tayyip Erdogan responsabilizou o Estado Islâmico.

28 de junho: 47 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas, entre as quais estrangeiros, num triplo ataque suicida no aeroporto Ataturk, em Istambul. Os ataques não foram reivindicados, mas as autoridades disseram que as evidências apontavam para o Estado Islâmico.

07 de junho: Pelo menos sete polícias e quatro civis morreram quando uma bomba atingiu um veículo da polícia perto do centro histórico de Istambul. O TAK reivindicou o ataque e avisou os turistas para se afastarem.

19 de março: Três israelitas e um iraniano morreram e dezenas de pessoas ficaram feridas num ataque bombista numa movimentada avenida de Istambul. As autoridades responsabilizaram o Estado Islâmico.

13 de março: 34 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas num ataque com um carro bomba em Ancara. O TAK reivindicou o ataque.

17 de fevereiro: Pelo menos 28 pessoas morreram e cerca de 80 ficaram feridas num ataque suicida que teve como alvo a base militar turca em Ancara. O ataque também foi reivindicado pelo TAK.

12 de janeiro: 12 turistas alemães morreram e 12 outros ficaram feridos quando um sírio se fez explodir no distrito de Sultanahmet. O primeiro-ministro disse que o bombista pertencia ao Estado Islâmico.

O The New York Times também fez um apanhado dos atentados na Turquia, mas nos últimos 18 meses, ou seja, desde junho de 2015, e já contabiliza o da noite da passagem de ano na discoteca em Istambul que matou, para já, 39 pessoas e feriu mais 69. Alguns números diferem dos publicados pela Lusa.