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Ex-ministro da Coreia do Sul preso em escândalo de corrupção

Ex-ministro estava atualmente à frente do serviço nacional de pensões da Coreia do Sul. Juiz decidiu que ficará em prisão preventiva

O ex-ministro da Saúde da Coreia do Sul Moon Hyung-Pyo ficou este sábado em prisão preventiva no âmbito do caso de corrupção que levou à destituição da Presidente do país, Park Geun-Hye.

Moon Hyung-Pyo reconheceu que quando era ministro (entre dezembro de 2013 e agosto de 2015) pressionou o serviço nacional de pensões para apoiar uma fusão entre duas filiais da Samsung, apesar de a participação do fundo em uma das empresas ter perdido centenas de milhões de dólares em valor.

O ex-ministro estava atualmente à frente do serviço nacional de pensões da Coreia do Sul e o juiz decidiu que ficará em prisão preventiva, depois de ter sido ouvido pelas autoridades, tal como pedia o Ministério Público.

O caso vem aumentar a tensão política no país na sequência da destituição parlamentar de que a presidente, Park Geun-hye, foi alvo neste mês. Depois de terem sido realizados os maiores protestos nas ruas dos últimos 35 anos, os deputados tomaram a decisão por entre acusações de corrupção e extorsão que envolvem a presidente.

Numa mensagem televisiva, Park assegurou ter consideração pelas "vozes da Assembleia Nacional e do povo". Com a destituição aprovada, Park foi obrigada a delegar todos os assuntos ao primeiro-ministro, enquanto o processo é analisado pelo Tribunal Constitucional.

A decisão final poderá levar 180 dias no máximo, embora seja de prever que pelo menos seis dos nove juízes envolvidos concordem com o Parlamento. Park Geun-hye é acusada de favorecer grandes empresas do país em troca de favores políticos económicos, assim como os restantes elementos da mesma rede.