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Internacional

Putin recusa expulsar diplomatas norte-americanos

SERGEI KARPUKHIN/REUTERS

O Presidente russo terá dito que não quer descer ao nível de uma “diplomacia irresponsável” de Obama, e dá a entender que não tomará nenhuma decisão até ao feriado do ano novo

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O presidente russo, Vladimir Putin, não aceitou a proposta do ministro dos Negócios Estrangeiros para expulsar do país um total de 35 diplomatas norte-americanos, como resposta à decisão de Obama de expulsar igualmente 35 agentes secretos/diplomatas russos dos EUA.

Contudo, no comunicado disponível na página do Kremlin, dá a entender que não fará nada. pelo menos até dia 1 de janeiro.

“Não criaremos problemas aos diplomatas americanos. Não expulsaremos ninguém. Não proibiremos as suas famílias e crianças de usar os locais de descanso a que estão habituados no feriado do ano novo”, diz o documento.

Aliás Putin diz no mesmo comunicado que irá responder às sanções de Obama, ainda que refira que quer esperar para ver qual será a política exterma de Trump.

“Reservamo-nos ao direito de responder, mas não desceremos a este nível de diplomacia irresponsável e tomaremos medidas para ajudar a recuperar as relações entre a Rússia e os EUA, baseadas nas políticas da nova administração de Donald Trump", diz o mesmo comunicado, citado pelo The Guardian.

A decisão de Putin surge depois do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, rer recomendado a Putin que se expulsassem 35 diplomatas norte-americanos do país - 31 da embaixada da Rússia em Moscovo e mais quatro do consulado em São Petersburgo - e ainda que os diplomatas norte-americanos fossem proibidos de usar uma casa de campo e o respectivo armazém pertencente à embaixada.

Esta seria a resposta russa à decisão anunciada por Obama na quinta-feira de que iria explusar dos EUA 35 agentes secretos russos e ainda encerrar dois complexos, em Nova Iorque e em Maryland, que estariam a ser usados pelos serviços secretos russos.

Esta decisão, explicou o ainda presidente norte-americano, acontece depois da CIA e do FBI terem avançado que a Rússia ter tido acesso de forma ilegal a e-mails do partido democrático e, dessa forma, ter recolhido informações que permitiram interferir nas eleições nos Estados Unidos que deram a vitória a Trump, com quem a Rússia tem melhores relações.