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Ministro russo: “A administração de Obama acusa a Rússia de todos os pecados mortais”

MAXIM SHIPENKOV/POOL

O Expresso traduziu o comunicado do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, que propôs ao Presidente Putin a expulsão de 35 diplomatas norte-americanos do país, em resposta a igual medida tomada na quinta-feira por Barack Obama. Putin não aceitou a sugestão

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, quis expulsar 35 diplomatas norte-americanos do país, depois de Barack Obama ter anunciado que iria expulsar também 35 diplomatas russos dos EUA por causa das suspeitas da Rússia ter influenciado as eleições presidênciais norte-americanas.

A proposta foi feita ao Presidente Putin, que não aceitou a sugestão, mesmo com Lavrov a dizer que a administração Obama "acusa a Rússia de todos os percados mortais" e considera os diplomatas russos espiões.

O comunicado em que Lavrov explica o porquê desta sugestão e faz a já referida proposta de expulsão a Putin, está no site do Kremlin, mas em russo.

O Expresso traduziu-o e pode ser lido já aqui em baixo.

"A administração cessante americana de Barack Obama, que acusa a Rússia de todos os pecados mortais, em particular dos desaires das suas iniciativas de política externa, como se sabe sem qualquer fundamento, anunciou acusações de que o lado russo ao nível estatal imiscuiu-se na campanha eleitoral dos EUA, em resultado da qual a candidata democrática foi derrotada. Ontem a Admnistração dos Estados Unidos da América, sem mostrar quaisquer factos e comprovativos, anunciou uma nova vaga de sanções face à Federação Russa. Sob a alçada das sanções caíram o FSB da Rússia e outros departamentos russos e pessoas.

As sanções também abrangem os nossos diplomatas - 35 pessoas que trabalham em Washington e São Francisco (31 e 4 respectivamente) - que devem abandonar os EUA até ao final do dia 1 de Janeiro de 2017. Além disso, estamos proíbidos de usar propriedades estatais da Federação Russa: casas de descanso dos nossos colaboradores em Washington e casas de descanso dos colaboradores da Representação da Rússia na ONU.

Os modos da Administração americana são perfeitamente visíveis. Das declarações da Administração americana entendo que essas casas de descanso foram declaradas “ninhos de espiões”.

É evidente que não podemos deixar sem resposta semelhantes actos. A reciprocidade é uma lei da diplomacia e relações internacionais. Por isso o MNE da Rússia, em conjunto com os colegas de outros departamentos, entregou para análise do Presidente da Rússia a proposta de declarar persona non grata 31 colaboradores da Embaixada dos EUA em Moscovo e 4 diplomatas do Consulado Geral dos EUA em São Petersburgo. Além disso foi proposto proibir os americanos de utilizar as suas datchas em Serebrianii Bor e o armazém na Rua Dorojonnai. Contamos que estas propostas serão analisadas da forma mais operativa."