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Mais de 50 mil migrantes deixaram a Alemanha em 2016

Refugiados na chegada à Alemanha

MICHAEL DALDER/REUTERS

Entre janeiro e novembro de 2016, cerca de 55 mil migrantes abandonaram a Alemanha voluntariamente por não reunirem condições para pedir asilo ou os pedidos não terem sido aceites

Mais de 1.1 milhões de refugiados migrantes chegaram à Alemanha desde o início de 2015. No entanto, o Estado-membro da União Europeia que acolheu mais requerentes de asilo tem vindo a mudar a sua atitude perante migrantes e refugiados, endurecendo as leis migratórias, indica um relatório divulgado pelo jornal alemão “Süddeutsche Zeitung”.

Só entre janeiro e novembro deste ano, o número de migrantes deportados depois de verem recusados os seus pedidos de asilo atingiu os 23.800, mais 2.900 do que em todo o ano de 2015, indicaram fontes oficiais alemãs à Reuters.

Ao todo, cerca de 55 mil migrantes abandonaram voluntariamente o país durante os primeiros onze meses de 2016, mais 20 mil do que os que tinham deixado a Alemanha em 2015.

A maioria dos migrantes que abandonam ou são deportados da Alemanha regressam aos seus países de origem - Albânia, Sérvia, Iraque, Kosovo, Afeganistão e Irão, - e contam com uma ajuda estatal que pode ir até os três mil euros.

A Alemanha é um dos países que mais tem alterado as suas políticas internas, para controlar a entrada de migrantes nas fronteiras. O país discute ainda uma proposta de lei sobre o sistema de segurança social, na qual se estabelece que os cidadãos da União Europeia não venham a ter benefícios sociais durante os primeiros cinco anos de residência oficial na Alemanha.

Segundo o Governo alemão, o objetivo destas alterações é acabar com o clima de insegurança no país e com a falta de integração dos migrantes na sociedade germânica.

Apesar do endurecimento das regras aplicadas aos requerentes de asilo, o mais recente ataque terrorista, no dia 19 de dezembro - no qual um refugiado com ligações ao Daesh, e um pedido de asilo recusado, matou doze pessoas num mercado de Natal da capital alemã - fez aumentar o clima de insegurança no país e questionar as políticas de Angela Merkel.