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Ex-presidente argentina Cristina Kirchner acusada em caso de corrupção

Spencer Platt/ Getty images

Kirchner, que governou entre 2007 e 2015, considerou de imediato as acusações dirigidas contra si como “uma formidável manobra de perseguição política”

O juiz federal Julian Ercolini formalizou esta terça-feira as acusações de associação ilícita e gestão fraudulenta contra Fernández Kirchner, extensíveis ao empresário Lázaro Báez, que terá beneficiado de contratos irregulares.

"O juiz Julian Ercolini indiciou a ex-presidente por associação ilícita e gestão fraudulenta. Ordenou o congelamento dos seus bens de 10 mil milhões de pesos [600 milhões de euros]", refere um comunicado do ministério da Justiça.

Kirchner, que governou entre 2007 e 2015, considerou de imediato as acusações dirigidas contra si como "uma formidável manobra de perseguição política".

A ex-presidente é suspeita de ter favorecido o empresário Lázaro Báez na obtenção de contratos de obras públicas na província de Santa Cruz, o seu bastião político situado na Patagónia, sul da Argentina.

Para além da ex-presidente, o seu ministro da Planificação de então, Julio de Vido, foi igualmente indiciado.

Lázaro Báez, proprietário da empresa BTP, está detido desde abril. Também considerado próximo de Nestor Kirchner (marido de Cristina, presidente entre 2003 e 2007 e falecido em 2010), enriqueceu consideravelmente durante os três mandatos do casal.

"Não sou nem amiga nem sócia de Báez", afirmou Cristina Kirchner, 63 anos, na sua declaração ao juiz.