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Gerente de uma cafetaria na Turquia preso por insultar Erdogan

Erdogan, presidente da Turquia

UMIT BEKTAS/ Getty Images

Senol Buran terá ainda dito que não serviria chá ao presidente da Turquia se ele visitasse a cafetaria onde trabalha, mas é por alegadamente ter feito uma descrição pouco apropriada de Erdogan que foi preso. Insultos contra o chefe de Estado são considerados crimes punívelm com até quatro anos de prisão

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O gerente da cafetaria da delegação de Istambul de um jornal turco foi preso este fim de-de-semana por insultar o presidente Tayyip Erdogan, o que na Turquia é considerado crime punível com uma pena de até quatro anos de prisão.

Segundo contou o advogado à Reuters, Senol Buran foi preso depois do segurança do jornal o ter ouvido usar um termo menos apropriado para descrever Erdogan e por ter dito ainda que não serviria chá ao presidente se ele alguma vez visitasse a cafetaria.

O polícia terá então feito queixa, fazendo com que as autoridades revistassem a casa de Buran e o levassem depois preso, o que já foi comfirmado por este jornal, conhecido por ser crítico do governo de Erdogan. Aliás, dez funcionários deste mesmo jornal, chamado Cumhuriyet, incluindo o seu editor chefe e os executivos foram presos em novembro por suspeita de prática de crimes em nome de militares curdos e de Fethullah Gulen, o homem acusado de insyigar o golpe de Estado falhado de 15 de julho. E o ex-diretor, Can Dundar, foi preso o ano passado por publicar sedgredos de Estado sobre o apoio da Turquia aos rebeldes sírios.

Segundo documentos obtidos pela Reuters, Buran negou ter insultado o presidente, mas confirmou que se recusaria a servir-lhe chá, mas também disse que, há dois anos, se tinha envolvido em confrontos com o polícia que o denunciou.

Buran vai, agora, aguardar julgamento na prisão, decidiu o juíz, que considerou haver uma "forte suspeita de crime" e de haver a possibilidade do suspeito influencias as testemunhas.

Não sabe ainda é se haverá um julgamento. Segundo a Reuters, é preciso que o ministério da Justiça o aprove primeiro e só depois é marcada uma data.