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Colunatos: Israel critica abstenção dos Estados Unidos na ONU

Com a abstenção dos Estados Unidos e o apoio dos outros 14 Estados-membros, o Conselho de Segurança da ONU aprovou esta sexta-feira uma resolução a condenar a política israelita de colonatos e exigiu o seu fim "imediato" e "completo"

JUSTIN LANE / EPA

“Esperávamos que o maior aliado de Israel atuasse de acordo com os valores que partilhamos e que tivesse vetado aquela vergonhosa resolução”, disse, numa primeira reação, Danny Danon, embaixador de Israel junto das Nações Unidas

Israel criticou esta sexta-feira os Estados Unidos por terem permitido ao Conselho de Segurança da ONU aprovar uma resolução a condenar os colonatos e disse esperar que a presidência de Donald Trump traga uma "nova era".

"Esperávamos que o maior aliado de Israel atuasse de acordo com os valores que partilhamos e que tivesse vetado aquela vergonhosa resolução", disse, numa primeira reação, Danny Danon, embaixador de Israel junto da ONU.

O embaixador afirmou estar convencido de que a "nova administração dos Estados Unidos e o novo secretário-geral da ONU tragam uma nova era para a relação das Nações Unidas com Israel".

"Nem o Conselho de Segurança, nem a UNESCO [Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura] podem cortar os laços entre o povo de Israel e a terra de Israel", assegurou, em comunicado, o embaixador.

Com a abstenção dos Estados Unidos e o apoio dos outros 14 Estados-membros, o Conselho de Segurança da ONU aprovou esta sexta-feira uma resolução a condenar a política israelita de colonatos e exigiu o seu fim "imediato" e "completo".

A resolução é "uma grande bofetada" para a Israel, disse o porta-voz da Presidência palestiniana, Nabil Abu Rudeina.

"É uma condenação unânime da colonização e um forte apoio a uma solução de dois estados", acrescentou.

Os colonatos são aldeias, vilas e em alguns casos cidades construídos em territórios conquistados por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Israel começou a construir uma rede de colonatos em toda a Cisjordânia ocupada na década de 1970, e continuou a aumentá-los depois dos Acordos de Oslo, de 1995, que dividiu o território em áreas israelitas e palestinianas, para lançar as bases para a criação de um futuro Estado palestiniano.

Cerca de 430.000 colonos israelitas vivem na Cisjordânia ocupada, ao lado de 2,6 milhões de palestinianos.

Mais de 200.000 israelitas vivem em Jerusalém Oriental anexada, juntamente com cerca de 300.000 palestinianos, que a querem tornar capital do Estado da Palestina.

As Nações Unidas e a maior parte da comunidade internacional consideram os colonatos israelitas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental ilegais.

Os palestinianos consideram os colonatos israelitas são um crime de guerra e um grande obstáculo para a paz. Defendem também que os israelitas se devem retirar de todas as terras que ocuparam durante a guerra de 1967 e desmantelar os colonatos, embora aceitem o princípio de pequenas trocas territoriais.

Israel, por seu lado, exclui o regresso às fronteiras de 1967, mas está disposto a retirar em algumas partes da Cisjordânia.