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Suspeito do atentado de Berlim esteve a ser vigiado entre março e setembro

REUTERS

Tunisino de 24 anos esteve na mira da unidade alemã de combate ao terrorismo por suspeitas de planear um roubo para poder comprar armas, mas a investigação foi suspensa por falta de provas

O tunisino de 24 anos suspeito de ter conduzido um camião contra um mercado de Natal em Berlim na segunda-feira, num ataque que provocou 12 mortos e 49 feridos, já tinha estado sob monitorização da polícia alemã no início do ano e, antes de entrar a Alemanha, já tinha cumprido quatro anos de prisão por fogo posto em Itália.

De acordo com os media alemães que citando fontes judiciais, Anis Amri esteve sob vigilância entre março e setembro por suspeitas de orquestrar um roubo para poder comprar armas automáticas, mas a investigação foi suspensa por falta de provas. Esta quarta-feira, fontes da polícia já tinham confirmado que o tunisino tinha visto o seu pedido de asilo recusado em junho.

As autoridades do país emitiram um mandado de captura contra o suspeito após terem encontrado a sua autorização de residência na cabina do camião que usou para abalroar o mercado de Natal da mais famosa rua comercial da capital, a Kurfuerstendamm. Dizem que pode estar armado e que é perigoso e estão a oferecer uma recompensa de até 100 mil euros por informações que conduzam à sua detenção.

Alguns jornais avançam ainda que Amri pode ter ficado ferido durante uma luta com o condutor do camião, um homem polaco que foi encontrado morto dentro do veículo pouco depois do atentado.

A informação de que o tunisino já tinha estado na mira da polícia antiterrorismo – que não terá encontrado quaisquer indícios de que estivesse a planear um ataque e que apenas detetou o seu envolvimento em tráfico de droga num parque de Berlim e numa luta num bar da capital – foi confirmada esta quarta-feira por Ralf Jaeger, o ministro do Interior da Renânia do Norte-Vestfália.

"As agências de segurança trocaram informações e dados sobre esta pessoa com o Centro Conjunto de Contra-Terrorismo, em novembro de 2016", disse o ministro daquele estado alemão aos jornalistas.

O "Süddeutsche Zeitung" avança que o suspeito integrava o círculo de um pregador islamita, Ahmad Abdelazziz A, mais conhecido como Abu Walaa, um dos cinco homens que as autoridades alemãs detiveram em novembro numa operação de combate a células do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), que será o número 1 do grupo radical na Alemanha.

Amri continua em fuga desde o ataque de segunda-feira. A chanceler Angela Merkel já esteve reunida com a sua equipa de segurança para discutir os próximos passos da investigação. Também esta quarta-feira, o governo chegou a um acordo para reforçar a vídeovigilância em locais públicos.