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Mercado de Natal de Berlim reabriu ao público

HANNIBAL HANSCHKE/GETTY

A organização do evento decidiu reabrir o espaço sem música e muita iluminação. Centenas de pessoas fazem questão de prestar homenagens no local do atentado que causou a morte de 12 pessoas

Três dias após o atentado – que causou 12 mortos e 48 feridos –, o mercado de Natal de Beitscheidplatz, em Berlim, voltou esta manhã a abrir portas com segurança reforçada.

Blocos de betão foram colocados à entrada e foram mobilizados mais agentes da polícia para o local. Em vez de música e muita iluminação, a organização decidiu reabrir o espaço com um ambiente mais sóbrio, onde dominam as flores e velas que várias pessoas fazem questão de depositar junto ao mercado e na igreja Kaiser Wilhelm Memorial, situada próximo do local.

Depois da chanceler Angela Merkel, também o ministro alemão do Interior Thomas de Maizière apelou à população para manter o seu modo de vida e não deixar de ir aos mercados de Natal e a outros eventos, em nome da liberdade e da democracia.

“Por muito difícil que seja a situação e por muito que possamos culpar-nos nos próximos tempos, digo e repito: Berlim não pode deixar de ser uma cidade sem o convívio pacífico de pessoas de diferentes religiões, culturas e modos de vida. É importante que tenhamos isso em mente e que se mantenha essa situação”, afirmou Thomas de Maizière.

Entretanto, a imprensa germânica avançou esta quinta-feira que quatro pessoas tinham sido detidas em Emmerich e Dortmund, na zona oeste do país, por suspeitas de estarem envolvidas com o novo suspeito do atentado, um cidadão tunisino referenciado como Anis Amri. No entanto, um procurador germânico, citado pela Reuters, já desmentiu essa informação.

Nesta altura, a polícia alemã continua à caça do suspeito, indivíduo considerado “perigoso” e com antecedentes criminais. Buscas realizadas em dois apartamentos em Berlim onde Amri poderia estar escondido resultaram infrutíferas e informações que levem à sua detenção efetiva serão premiadas com 100 mil euros pelas autoridades alemãs.

O suspeito, de 24 anos, viu em junho o seu pedido de asilo rejeitado e não pode ser logo na altura deportado, uma vez que não tinha os documentos de identificação válidos.

O irmão do suspeito, Abdelkader Amri, disse à AP que mantinha contacto com ele por telefone e pelo Facebook, mas que nunca mais o viu desde que saiu da Tunísia. Abdelkader Amri disse ainda acreditar que o irmão se radicalizou enquanto esteve preso na Itália por fogo posto.“Peço-lhe para se entregar à polícia e se for provado que está envolvido, afastámo-nos dele”, rematou.