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Condenações à morte nos EUA baixaram para valores dos anos 70

MANDEL NGAN/GETTY

Apesar de continuar a fazer parte da legislação da maioria dos estados do país, a tendência tem sido a de reduzir a aplicação da pena capital. Em 2016, só foram condenadas 30 pessoas

Em 2016 foram condenadas à pena de morte nos Estados Unidos 30 pessoas, o que dá continuidade à tendência de descida e corresponde ao número mais baixo registado desde o início dos anos 1970.

“Creio que estamos a assistir a uma grande mudança do ambiente político relativamente à pena capital e isso é refletido na redução das sentenças de morte por todo o país”, afirma Robert Dunham, diretor do Centro de Informação sobre a Pena de Morte, organização não-lucrativa que se opõe a este tipo de condenação.

Em 2015 registaram-se 49 condenações no país, apenas uma pequena fração das 315 ocorridas em 1996. Quanto à aplicação da pena, 20 pessoas foram executadas este ano, o que consiste no número mais baixo desde 1991, ano que em que ocorreram 14 mortes por decisão judicial.

Além da redução nas condenações, para o menor número das execuções também terá contribuído a dificuldade no abastecimento das drogas necessárias, com muitas empresas farmacêuticas a recusarem-se a fornecerem-nas para esse propósito.

A pena capital continua a fazer parte da legislação de 31 dos 50 estados norte.americanos. E apenas cinco condenaram mais do que uma pessoa a essa pena este ano: nove na Califórnia, cinco no Ohio, quatro no Texas, três no Alabama e duas na Florida. Quanto às execuções ocorreram em cinco estados: nove na Georgia, sete no Texas, duas no Alabama e uma no Missouri e na Florida.

Cerca de metade dos cidadãos americanos continuam a apoiar a pena de morte, segundo dados recolhidos este ano pelo Pew Research Center, apesar de tudo significativamente menos dos 80% que lhe eram favoráveis em meados dos anos 1990.