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Berlim. Polícia segue mais de 500 pistas na caça ao homem

CHRISTIAN MANG / Reuters

De acordo com a imprensa alemã, as autoridades encontraram no camião que abalroou um mercado de Natal em Berlim, causando 12 mortos, documentos de identificação de um novo suspeito. Indivíduo em causa, de nacionalidade tunisina, viu recusado pedido de asilo

Depois de ter detido um suspeito que mais tarde se provou ser o homem errado, a polícia alemã segue agora mais de 500 pistas para encontrar o autor do atentado que ocorreu há dois dias em Berlim, causando 12 mortos e 48 feridos.

De acordo com a imprensa alemã, sem referência a fontes oficiais, as autoridades estão à caça de um indivíduo tunisino, de 24 anos, que tem três identidades diferentes e a quem terá sido recusado um pedido de asilo na Alemanha, e que aguardava ordem de expulsão.

Os documentos do suspeito foram encontrados no camião que abalroou dezenas de pessoas que se encontravam num mercado de rua de Beitscheidplatz. A informação está a ser avançada pelo “Spiegel” e pelo “Die Welt”, entre outros media germânicos.

De acordo com o “Guardian”, a jovem pertencia a um grupo radical salafista na Alemanha. A BBC refere, por sua vez, que estão a decorrer buscas na Renânia-do-Norte-Vestefália, região onde o suspeito deveria permanecer, de acordo com o visto temporário. O ministro do Interior do estado, Ralf Jaeger, anunciou entretanto que irá dar uma conferência de imprensa às 14h30, altura em que deverão ser conhecidos novos dados.

Esta quarta-feira, as autoridades alemãs manifestaram-se positivas em relação à caça ao homem, depois de terem detido um cidadão paquistanês, de 23 anos, que foi libertado mais tarde por não terem sido reunidas provas suficientes.

“Estamos relativamente confiantes de que talvez amanhã ou num futuro próximo apresentaremos um novo suspeito”, declarou Andre Schulz, presidente da Associação de Investigadores Criminais BDK, em entrevista à estação pública.

Entretanto, o governo alemão reforçou as medidas de segurança nas ruas e apelou à população para não alterar as suas rotinas. Segundo o chefe do grupo de ministros do Interior dos 16 estados federais, Klaus Bouillon, é fundamental aumentar a sensação de segurança através de medidas concretas.

“Queremos aumentar a presença da polícia nas ruas e reforçar a segurança nos mercados de Natal. Teremos mais patrulhas com armamento. Queremos tornar o acesso aos mercados mais difícil, com veículos estacionados”, disse por sua vez Klaus Bouillon, citado pela Reuters.

O ministro do Interior alemão Thomas de Maizière já tinha defendido na terça-feira que este atentado não deverá afetar o modo de vida dos cidadãos, em nome da democracia da liberdade. Prometeu também reforçar a segurança nas ruas e nos locais públicos, frisando contudo que “os mercados de Natal não podem ser transformados em fortalezas”.

François Hollande garantiu esta manhã que os serviços secretos franceses estão em “contacto permanente” com as autoridades alemãs.

(Em atualização)

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