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Suspeito de atentado em Berlim nega acusações e Polícia admite ter “o homem errado”

FABRIZIO BENSCH / Reuters

Autoridades pedem à população para estar alerta, uma vez que o autor do atentado que fez 12 mortos e 48 feridos pode não ser o indivíduo que está detido e a ser interrogado. As autoridades alemãs receberam indicações para estarem preparadas para possíveis tentativas de ataques similares

A polícia de Berlim alertou esta tarde que o indivíduo que está a ser ouvido por suspeita de ser o autor do atentado desta segunda-feira num mercado de Natal na capital alemã, pode não ser o homem certo.

Num post na sua conta Twitter, a polícia sublinha que o indivíduo nega as acusações de que é alvo, razão pela qual pede à população para estar em alerta uma vez que o autor do atentado pode estar a monte.

O chefe da polícia de Berlim, Klaus Kandt, disse em conferência de imprensa que a investigação ainda decorre e que não é possível confirmar já que o indivíduo detido era o condutor do camião que atropelou dezenas de pessoas no mercado de Natal. “Há uma panóplia de possibilidades para determinar isso, nomeadamente a análise ao DNA ou as impressões digitais”, explicou Klaus Kandt.

Três jornais alemães citam fontes policiais e garantem que as autoridades “apanharam o homem errado”. Uma fonte policial disse ao “Die Welt” que o homem detido pode não ser o autor do ataque e que o verdadeiro responsável pode ser um homem “considerado perigoso”, que se encontra em fuga.

Esta manhã, o ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, também já tinha afirmado em conferência de imprensa que o detido nega as acusações. O governante confirmouque o detido é um homem, de 23 anos, de origem paquistanesa, sem antecedentes relacionados com terrorismo que chegou à Alemanha a 31 de dezembro de 2015 e que se fixou em Berlim em fevereiro. O pedido de asilo ainda não estava concluído, adiantou Thomas de Maizière.

Holger Munch, responsável da polícia alemã, declarou que as autoridades têm de estar preparadas para tentativas de outros ataques similares. Pelo menos em Dresden e Berlim estão a ser colocadas barreiras em redor de mercados.

Munch referiu ainda que o facto de não ter surgido nenhum vídeo registando o ataque poderá ser um indício de que o seu autor agiu de forma isolada.

Angela Merkel visitou entretanto o local da tragédia, onde deixou uma rosa branca, e declarou que o país se encontra unido no luto. O autarca de Berlim, Michael Mueller, e o ministro do Interior, Thomas de Maiziere, também acompanharam a chanceler nesta homenagem.

A identificação das vítimas ainda não foi concluída, mas os procuradores indicaram que a maioria é de nacionalidade alemã.