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Ministro confirma o que Merkel temia: suspeito do atentado em Berlim é um refugiado

TOBIAS SCHWARZ / AFP / Getty Images

Ministro do Interior alemão confirma que o presumível autor do atentado num mercado de Natal em Berlim, esta segunda-feira, é um refugiado de origem paquistanesa. Homem está ser ouvido pelas autoridades mas nega as acusações

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, confirmou esta tarde que o presumível condutor do camião que atropelou dezenas de pessoas num mercado de Natal, na segunda-feira, em Berlim é um refugiado.

De acordo com o governante, o suspeito é um homem, de 23 anos, de origem paquistanesa, sem antecedentes relacionados com terrorismo, “que chegou à Alemanha a 31 de dezembro de 2015 e que se fixou em Berlim há cerca de dez meses”.

Thomas de Maizière explicou que o indivíduo está a ser ouvido pelas autoridades, mas que tem negado as acusações de que é alvo. Acrescentou também que o refugiado fala num dialeto do Paquistão e que as autoridades estão ter dificuldades para encontrar um tradutor para o entenderem.

Confrontado sobre a reivindicação feita pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), o governante alemão considerou que ainda é prematuro avançar com conclusões sobre responsabilidades e motivações do atentado, sublinhando que está em curso uma investigação.

Sobre os feridos, Thomas de Maizière disse que “18 deles encontram-se em estado grave”, correndo risco de vida. E que só poderá não haver mais vítimas devido à atuação diligente dos bombeiros, da polícia e dos hospitais locais.

Por último, o ministro apelou à população para manter o seu modo de vida e não deixar de ir aos mercados de Natal e a outros eventos, em nome da liberdade e da democracia.“Por muito difícil que seja a situação e por muito que nos possam culpar nos próximos tempos, digo e repito, Berlim não pode deixar de ser uma cidade sem o convívio pacífico de pessoas de diferentes religiões, culturas e modos de vida. É importante que tenhamos isso em mente e que se mantenha essa situação”, concluiu.

Pouco depois desta notícia, a polícia de Berlim admitiu que tinha detido o homem errado, acabando por libertá-lo mais tarde