Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Hollande garante que a vigilância em França é adequada

Dan Kitwood/Getty Images

“Temos um nível alto de ameaça e temos um nível e um plano de mobilização e de vigilância também particularmente elevados”, afirmou o Presidente francês

A França enfrenta "um nível alto de ameaça" terrorista e responde com um plano de vigilância "também particularmente elevado", afirmou esta terça-feira o Presidente francês, François Hollande, um dia depois de um atentado a um mercado de Natal em Berlim.

"Temos um nível alto de ameaça e temos um nível e um plano de mobilização e de vigilância também particularmente elevados", declarou o chefe de Estado, expressando novamente a sua solidariedade com a Alemanha.

Em 2015 e 2016, a França foi palco de vários atentados mortíferos.

A chanceler Angela Merkel disse esta terça-feira que as autoridades alemãs acreditam que "se tratou de um ataque terrorista", aparentemente realizado por um requerente de asilo.

Em 2015 e 2016, a França foi palco de vários atentados mortíferos, entre os quais um ataque em Nice (sudeste) com um camião lançando sobre uma multidão, que comemorava o dia nacional francês e que causou 86 mortos e mais de 430 feridos.

"Quero exprimir aqui em nome da França a nossa solidariedade e compaixão em relação à Alemanha, que acaba de ser atingida por um atentado terrorista em Berlim", disse François Hollande.
Precisou que hoje à tarde expressará diretamente à chanceler Angela Merkel o seu "apoio".

"A França sabe o que representa um ataque terrorista, o que ele pode provocar de desolação e tristeza e como devemos estar unidos. Isto aplica-se a um país quando é atingido, a toda a Europa e mesmo a todo o mundo face à ameaça terrorista", sublinhou.

Hollande disse que em França já tinham sido dadas instruções para tornar seguros os locais onde se concentram pessoas, nomeadamente os mercados de Natal.

O mercado de Natal nos Campos Elíseos encontrava-se entre uma dezena de possíveis alvos visados por seis homens detidos recentemente em França, que planeavam um atentado na região parisiense no dia 1 de dezembro.