Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Cidade siberiana declara estado de emergência devido a mortes por ingestão de loção de banho

A polícia apreendeu 500 litros da substância em cerca de 100 lojas de Irkutsk

EPA

Subiu para 49 o número de mortes em Irkutsk devido aos casos de pessoas que ingeriram loção de banho como substituto de bebidas alcoólicas. As autoridades estão a percorrer casa a casa em busca de mais vítimas

O número de mortes por ingestão de loção de banho contrafeita subiu para 49 na cidade siberiana de Irkutsk, onde a situação levou na segunda-feira as autoridades a declararem o estado de emergência.

As autoridades locais percorreram casa a casa em busca de mais vítimas e o Governo russo anunciou um maior controle da regulação do mercado.

A recessão ocorrida nos últimos anos levou ao aumento dos casos de ingestão de loções e tinturas contendo álcool como substituto de bebidas alcoólicas. As intoxicações pelo uso de substitutos baratos do álcool são comuns na região, mas não com esta dimensão e gravidade.

Diversas pessoas foram presas por suspeitas de envolvimento na venda da loção que contém níveis mortais de metanol e anticongelante. A polícia descobriu as instalações subterrâneas onde foi produzida a loção contrafeita e apreendeu 500 litros da substância em cerca de 100 lojas de Irkutsk, segundo referiu a agência Tass.

As garrafas tinham indicações claras de a loção ser apenas para uso externo, mas os alertas referiam que o produto continha álcool etílico e não metanol.

O procurador Alexander Semyonov disse que para além das 49 mortes ocorridas desde o fim de semana, outras oito pessoas encontram-se hospitalizadas em estado grave.

O porta-voz do Presidente Putin, Dmitry Peskov, qualificou o sucedido como uma “terrível tragédia”, referindo que o Presidente estava a ser mantido a par da situação.

O primeiro-ministro Dmitry Medvedev indicou que as autoridades precisam de agir com celeridade para banir este tipo de substâncias, cujos fabricantes têm estado a competir com os produtores de bebidas alcoólicas legais. “É um escândalo e nós precisamos de pôr um fim a isto”, afirmou em declarações transmitidas televisivamente.