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Internacional

Buscas pelo avião desaparecido da Malaysia Airlines podem ser retomadas

É possível que, nos últimos dois anos, o MH370 da Malaysia Airlines que desapareceu dos radares esteja a ser procurado no local errado. Estão reabertas as portas ao recomeço das buscas

Os investigadores internacionais concluíram que é improvável que o avião desaparecido a 8 de março de 2014 seja encontrado no local onde tem estado a ser procurado nos últimos dois anos. Esta conclusão, divulgada esta terça-feira, aumenta a possibilidade das buscas serem retomadas em janeiro próximo no alto mar da zona oeste da Austrália, diz a Aljazeera.

Desde o seu desaparecimento que as buscas subaquáticas têm sido feitas no Oceano Índico, ao longo de 120 mil quilómetros, num local conhecido por Sétimo Arco.

Contudo, em novembro, os investigadores reuniram-se para analisar dados de satélites e os resultados de uma perícia feita a cerca de 20 detritos que apareceram em praias da África do Sul e das Maurícias. A análise indicou que os detritos eram de uma área mais a norte daquela onde decorriam as buscas.

Para avançar é preciso dinheiro

De acordo com o relatório do Gabinete Australiano para a Segurança nos Transportes (ATSB), é bastante provável que o avião tenha caído nos 25 mil quilómetros a norte da zona já procurada. Mas para que uma nova investigação avance é necessário financiamento de todas as partes envolvidas.

Contudo, no passado mês de julho, Malásia, China e Austrália suspenderam o financiamento às buscas que rondava os 155 milhões de euros, pelo menos até que surgissem novas pistas sobre o paradeiro do avião. No final desse mês, as autoridades australianas encontraram, na casa do piloto do avião da Malaysia Airlines, um simulador de voo com uma rota diferente sobre o Índico, sendo esta agora apontada como a possível causa do desastre aéreo.

O voo MH370, que partiu de Kuala Lumpur com destino a Pequim, levava 239 passageiros a bordo. Quarenta minutos depois da descolagem, a aeronave civil desapareceu dos radares algures sobre o Oceano Índico. Dois anos depois, o seu paredeiro ainda é um mistério.