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Internacional

Arábia Saudita executou 153 pessoas este ano

Entre os condenados à pena capital, há menores que haviam sido detidos em protestos políticos. Cerca de um terço das pessoas executadas este ano no país foram julgadas no secreto ‘Tribunal Criminal Especializado’

A Arábia Saudita executou 153 pessoas em 2016, próximo do número recorde de 158 registado no ano passado, segundo dados compilados pela organização de defesa dos direitos humanos Reprieve.

Pelo menos 4 menores foram mortos na execução coletiva de 47 pessoas ocorrida em janeiro. Um deles, Ali al-Ribh, foi detido na escola, tendo feito uma falsa confissão sob tortura de supostos crimes relacionados com protestos, o que serviu de base para a sua condenação à morte, segundo dados da Reprive.

A organização alerta ainda para a preocupação existente relativamente a outros três menores condenados à morte: Ali al-Nimr, Dawood al-Marhoon e Abdullah al Zaher, detidos como crianças durante a vaga de protestos e que também confessaram sob tortura. A sua execução pode ocorrer a qualquer momento e sem notificação da família.

Cerca de um terço dos executados este ano haviam sido condenados no ‘Tribunal Criminal Especializado’, órgão secreto que tem frequentemente julgado pessoas detidas pela sua participação em protestos políticos. As audições ocorrem muitas vezes sem a presença de um advogado e as confissões forçadas são usadas como prova.

Entre os executados em 2016, há 23 pessoas condenadas por crimes relacionadas com drogas, 14 das quais estrangeiras. Muitos dos condenados à pena de morte na Arábia Saudita por narcotráfico são pessoas forçadas a transportarem drogas através do Golfo Pérsico.