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Repórteres Sem Fronteiras: 74 jornalistas mortos este ano

GEORGE OURFALIAN/GETTY

Dois terços dos jornalistas foram mortos em zonas de conflito. Pelo menos 19 morreram na Síria

Pelo menos 74 jornalistas morreram este ano devido à sua missão – a maioria na Síria –, revela um relatório divulgado pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Dois terços foram mortos em zonas de conflito. Do total, 19 jornalistas morreram na Síria, 10 no Afeganistão, nove no México, sete no Iraque e cinco no Iémen, refere a RSF.

“Em 2016, em quase três quartos dos casos, os jornalistas foram deliberadamente alvejados e mortos, como foi o caso no Afeganistão, onde 10 jornalistas mortos este ano foram todos deliberadamente um alvo por causa de sua profissão”, pode ler-se no relatório.

De acordo com o secretário-geral da RSF, Christophe Deloir, a violência contra jornalistas é cada vez mais deliberada, apelando o responsável à criação de medidas para aumentar a segurança destes profissionais.

“A ONU deve estabelecer um mecanismo concreto para implementar as resoluções. Com a chegada de António Guterres, o novo secretário-geral do organismo, é urgente nomear um representante especial para a proteção dos jornalistas”, defende a RSF.

No ano passado, registaram-se 101 jornalistas mortos durante o exercício da sua profissão. Esta descida significativa, explicam os Repórteres Sem Fronteiras, deve-se ao facto de cada vez mais jornalistas fugirem dos países mais perigosos, como a Síria, Iraque, Líbia, Iémen, Afeganistão, Bangladesh ou Burundi, “que se transformaram em buracos negros da informação, onde reina a impunidade”.

A RSF adianta também que nove bloguers e outros oito profissionais da comunicação social morreram este ano devido à missão de informar.

Na última década, pelo menos 780 jornalistas morreram devido ao exercício da sua profissão, segundo os dados dos Repórteres Sem Fronteiras.