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Internacional

Colonato ilegal retirado na Cisjordânia

JACK GUEZ/GETTY

O primeiro-ministro israelita estendeu a mão ao colonato ilegal de Amoná e evitou confrontos com os manifestantes judeus radicais que estavam no local dispostos a reagir de forma violenta à tentativa de evacuação. Para a organização israelita Paz Agora, "o crime compensa"

Os colonos judeus de Amoná, um colonato ilegal construído na Cisjordânia, aceitaram no domingo a última proposta do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para se deslocarem para outro colonato no território ocupado.

A proposta foi aprovada por 45 votos a favor, 29 contra e duas abstenções, numa altura em que se aproximava o fim do ultimato para a retirada do colonato e de no sábado jovens judeus radicais terem afluído para o local, indicando estarem prontos para reagir de forma violenta à tentativa de evacuação.

As 40 famílias que vivem na planície de Amoná haviam recebido uma ordem do tribunal para se retirarem até 25 de dezembro depois de uma longa batalha legal.

“Após 20 anos de colonatos pioneiros contra tudo, e após dois longos anos, decidimos suspender a luta”, afirmaram os colonos numa declaração.

Os colonos aceitaram a promessa de construção de 52 casas e edifícios públicos numa localização próxima.

Cada família irá receber 246 mil euros de indemnização por terem aceite partir, num acordo que está a ser criticado pela organização israelita Paz Agora que considera ser uma “clara mensagem” de que nos “colonatos, o crime e as ameaças compensam”.

Desde que Israel ocupou a Cisjordânia na guerra de 1967, construiu cerca de 120 colonatos no território, infraestruturas consideradas ilegais pela maioria dos países do mundo.

Para além dos apoiados oficialmente por Israel, existem mais de uma centena de colonatos criados ilegalmente, muitos dos quais localizados nas colinas da região. Embora não reconhecidos, Israel tem permitido até aqui a sua existência sendo Amoná é o maior destes colonatos ilegais.