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Venezuelanos romperam segurança e foram à Colômbia procurar alimentos

JUAN BARRETO / AFP / GETTY IMAGES

A passagem fronteiriça com a Colômbia estava encerrada desde domingo por instruções do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

Centenas de venezuelanos romperam, este sábado, o cordão de segurança da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) que restringia a passagem fronteiriça com a Colômbia, encerrada desde domingo por instruções do Presidente Nicolás Maduro.

A rutura teve lugar depois de os comerciantes da localidade venezuelana de Ureña fecharem os seus estabelecimentos e marcharem até à Ponte Internacional Francisco de Paula Santander, onde dezenas de venezuelanos esperavam ser autorizadas para viajar até Cúcuta (Colômbia) para comprar alimentos escassos na Venezuela.

As televisões colombianas dão conta da chegada de venezuelanos, sobretudo mulheres, a Cúcuta, levando com eles notas de 50, 20 e 10 bolívares, uma vez que o Governo venezuelano ordenou tirar de circulação a nota de 100 bolívares, a de maior valor existentes no país.

Várias pessoas queixaram-se ao canal de televisão colombiano NTN24 que tinham dificuldades para conseguir alimentos, situação que se complicava com as famílias que tinham crianças, razão pela qual se viram obrigados a forçar a passagem até à Colômbia.

Por outro lado, acusaram o Presidente Nicolás Maduro de tomar medidas económicas improvisadas, entre elas a ordem de retirar de circulação as notas de 100 bolívares, sublinhando que primeiro deveria ter distribuído novas notas.

Os venezuelanos queixaram-se ainda de que, do lado venezuelano, os terminais de pagamento eletrónico não estavam operacionais.