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Internacional

Pelo menos nove mortos em atentado na Jordânia

MUHAMMAD HAMED/REUTERS

Um grupo de atacantes abriu fogo num castelo muito frequentado por turistas, perto da cidade de Al-Karak, no sul do país. Há nove mortos confirmados por enquanto, entre os quais uma turista canadiana, dois civis jordanos e quatro agentes da polícia. Há ainda 29 feridos, que foram levados para o hospital

Um ataque na cidade turística de Al-Karak, a cerca de 120 quilómetros para sul da capital Amman, na Jordânia, fez este domingo à tarde pelo menos nove mortos, entre os quais uma turista de nacionalidade canadiana, dois civis jordanos e quatro agentes da polícia.

O grupo de atacantes, que se estima serem entre cinco e dez, barricou-se no interior de um castelo do tempo das Cruzadas, impedindo a saída dos vários turistas que se encontravam a visitar o local, um dos mais concorridos do país.

Inicialmente considerou-se que esses turistas seriam reféns, mas segundo avançou a Agence France Presse (AFP) os atacantes estariam no piso de cima e os civis no de baixo.

De qualquer das formas, as forças de segurança já conseguiram entrar no local e libertar todos os civis que lá se encontravam, tendo levado 29 feridos para o hospital.

Entretanto, segundo avança a Reuters, ao início da noite (em Lisboa) o porta-voz do Governo, Mohammad al-Momani, disse à televisão pública que a captura dos atacantes tinha já entrado na fase final.

E, de facto, poucas horas depois as forças de segurança anunciaram que o cerco ao castelo, uma das maiores atrações turísticas da Jordânia, estava terminado e que tinham morrido quatro terroristas.

Segundo informações oficiais, os quatro atacantes tinham armas automáticas, uma grande quantidade de explosivos e cintos suicida.

Inicialmente tinha-se a convicção de que estes atacantes perteneriam a um grupo com ligações ao Daesh (Auto-proclamado Estado Islâmico), mas especula-se agora que possam ser de uma fação terrorista local que tenha perpretado este ataque como vingança contra o Estado.

Ainda assim, recorde-se que a Jordânia é dos poucos países Árabes que integram a coligação ocidental na luta contra o Estado Islâmico.