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Autocarros incendiados voltam a bloquear retirada de civis de Alepo

AMMAR ABDULLAH/REUTERS

Cinco autocarros encarregues de evacuar os feridos e os doentes das aldeias sírias de al-Foua e Kefraya foram incendiados. O Exército Livre da Síria nega a autoria do ataque, assim como as forças de Bashar Al-Assad

A retirada de civis de Alepo, assim como a abertura de corredores humanitários seguros que permitam à população sair da cidade continua a ser um autêntico pesadelo. Depois das evacuações terem sido suspensas esta sexta-feira, e retomadas este domingo, cinco autocarros encarregues de retirar os doentes e feridos das aldeias de al-Foua e Kefraya - uma exigência do governo sírio para permitir a evacuação de civis e rebeldes do Leste de Alepo - e vários veículos do Crescente Vermelho foram atacados e incendiados.

Imagens divulgadas mostraram homens armados a festejar, ao lado dos autocarros em chamas, na província de Idlib, gritando "Allah u Akbar" (Deus é grande). O Exército Sírio de Libertação assegura que os indivíduos que terão levado a cabo este ataque agiram isoladamente. Os rebeldes queixam-se de que são os Iranainos que estão a bloquear o processo, apresentando novas reivindicações.

De Fua e Kefraya deveriam ser evacuadas cerca de quatro mil pessoas - em troca da saída faseada dos 40 mil civis e rebeldes que se estima ainda estejam sitiados no setor rebelde de Alepo. A verdade é que, com mais este acidente, o processo atrasa-se e torna a bloquear. As vítimas, claro, são os civis, forçados a enfrentar as temperaturas negativas, a fome e a sede, nas ruas de Alepo.

"A operação foi adiada devido à falta de garantias de segurança (…) em Foua e Kafraya", disse o diretor do Observatório sírio dos Direitos do Homem (OSDH), Rami Abdel Rahmane, precisando que a suspensão deve-se ao ataque, por homens armados, aos cerca de vinte autocarros enviados para retirar os habitantes, cinco dos quais foram completamente destruídos.

Contudo, Yasser al-Youssef, do grupo rebelde sírio Nourredine al-Zinki, garantiu que estes ataques "não vão ter impacto na retomada da operação noutra data".