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Presidente das Filipinas admite ter matado supostos criminosos

Rebelde. Na adolescência, Rodrigo Duterte gostava de motos, de armas e de se meter com raparigas. Os pais eram muito severos com ele

Dondi Tawatao/Getty Images

Duterte diz que o fez quando patrulhava Davao durante a noite, de moto, para incentivar a Polícia a seguir o seu exemplo

O Presidente das Filipinas Rodrigo Duterte afirmou ter matado pelos seus próprios meios supostos criminosos quando era autarca de Davao. Uma admissão feita durante um encontro com empresários na segunda-feira, apenas horas depois de, numa outra cerimónia, ter voltado a defender: “Eu não sou um assassino”.

Duterte afirmou que cerca de um terço dos seis mil suspeitos de ligação ao uso e venda de drogas mortos no país foram eliminados em operações policiais legítimas. “Eu costumava fazê-lo pessoalmente. Apenas para mostrar-lhes (às forças policiais) que, se eu posso, porque não podem vocês?”. “Eu percorria Davao numa grande moto e ia apenas patrulhando as ruas à procura de distúrbios. Na verdade, eu estava mesmo à procura de um encontro para matar”, acrescentou.

Como Presidente das Filipinas, Duterte deu continuidade à fama de “justiceiro” que conquistara ao longo das duas décadas em que foi autarca de Davao. Desde que lançou a sua guerra às drogas, cerca de seis mil pessoas terão sido assassinadas pela polícia, vigilantes e mercenários, gerando diversas criticas a nível internacional.

“Se eu tenho medo (e) vou parar por causa dos direitos humanos… lamento, mas não vou”, acrescentou ainda Duterte no encontro com empresários.

No ano passado, já admitira ter matado pelo menos três homens suspeitos de terem efetuado um rapto em Davao.