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Internacional

Para Assad, o fim da guerra na Síria depende da vontade de Trump

JOSEPH EID/AFP/Getty Images

O Presidente sírio assume que Donald Trump poderá ser um aliado de Damasco se empreender uma luta real contra o terrorismo

A solução do conflito sírio depende da vontade do Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou o Presidente sírio, Bashar al-Assad, esta quarta-feira numa entrevista à estação de televisão estatal russa.

Assad revelou que foi encorajado pelas declarações que Trump fez durante a campanha eleitoral norte-americana sobre o combate ao terrorismo. Referiu também que o presidente eleito dos EUA pode vir a ser um aliado da Síria, se efetivizar a luta contra o terrorismo. No entanto, alerta que tal poderá não se verificar por causa "da força dos grupos de pressão nos Estados Unidos", cita o jornal espanhol "El Mundo".

O presidente sírio declarou que atualmente a prioridade das Forças Armadas é Alepo e afirmou que a ofensiva protagonizada pelo auto-denominado Estado Islâmico (Daesh) contra a cidade de Palmira "tinha como objetivo distrair as forças governamentais", cita o jornal espanhol "El Mundo". "Já libertamos Palmira e voltaremos a fazê-lo. Isto é uma guerra: umas vezes ganha-se, outras vezes perde-se", garantiu ainda Assad.

Uma vez que seja libertada a cidade de Alepo, Assad confirmou que o Governo pretende continuar a luta contra o terrorismo em todo o território da Síria. O Presidente disse ainda que "não vai haver um cessar-fogo" e que as ações militares só vão terminar quando haja "acordos claros, nos quais os terroristas declarem intenção de se render".

Em relação ao pós-guerra, Assad acredita a maior parte dos cerca de cinco milhões de refugiados regressem ao país, pois "é onde estão as suas casas. Voltarão para reconstruir o seu país". Também afirma que a recuperação da Síria "será muito rápida com a ajuda dos países amigos, a Rússia, a China e o Irão", aos quais dará prioridade.