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Número de jornalistas presos em 2016 é o maior dos últimos 26 anos

Em 2016, mais de 250 jornalistas foram detidos em todo o mundo

SERGEI SUPINSKY/AFP/Getty Images

Os casos mais preocupantes têm lugar na China e na Turquia

O número de jornalistas presos chegou aos 259 este ano, informou esta quarta-feira o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) depois de conhecidos os resultados do censo anual de jornalistas presos em todo o mundo.

O documento, divulgado ontem pelo CPJ, reporta que em 2016 um total de 259 jornalistas foram presos, o que comparado com os 199 do período homólogo do ano passado representa uma grande subida e trata-se do maior número de detenções desde 1990.

De acordo com o relatório, quase três quartos dos presos enfrentam ações judiciais por desrespeito ao Estado, sendo este também o maior número dos últimos 30 anos.

Desde 2001, os governos têm criado novas leis com o propósito de silenciar os jornalistas que cobrem assuntos sensíveis e mediáticos, tais como movimentos rebeldes, oposições políticas, minorias étnicas, entre outros temas.

O CPJ coloca a China e a Turquia como os casos mais preocupantes. A China lidera a lista dos países mundiais que mais prendem jornalistas, tendo mesmo sido o país com mais detenções de profissionais da Comunicação Social nos últimos dois anos. Só no último dia 1 de dezembro, foram encarcerados 38. Nas últimas semanas, Pequim tem reprimido os jornalistas que cobrem os protestos contra os abusos dos direitos humanos.

Nesse mesmo dia, foram presos na Turquia pelo menos 81 jornalistas acusados de atentar contra o Estado.

O relatório acrescenta ainda que “na Turquia, a liberdade de imprensa estava já sitiada no início de 2016, com as autoridades a prender, assediar, expulsar jornalistas e a controlar as notícias”.

Este levantamento de dados apenas contabiliza os jornalistas que ficaram sob custódia do governo, não incluindo os que desapareceram ou são mantidos em cativeiro por grupos não-Estatais. O CPJ calcula que pelo menos 40 jornalistas estão desaparecidos ou foram sequestrados no Médio Oriente e no Norte de África.