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Decisão do Eurogrupo mostra desagrado face às últimas medidas de Tsipras

Jack Taylor/GETTY

Porta-voz do Eurogrupo explicou que as decisões recentes do executivo helénico fogem àquilo que tinha sido acordado com os credores

O Eurogrupo anunciou esta quarta-feira a suspensão do alívio da dívida grega. Uma medida que surge como resposta à decisão do governo de Alexis Tsipras de repor o 13.º mês aos pensionistas que recebem menos de 850 euros/mês e de adiar o aumento do IVA nas ilhas mais afetadas pela crise dos refugiados.

Bruxelas não gostou nada desse recuo e não o escondeu assim que soube das medidas na passada sexta-feira. Esta tarde, o porta-voz do Eurogrupo, Michael Reijns, explicou que as decisões do executivo helénico fogem àquilo que tinha sido acordado com os credores – Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Mecanismo Europeu de Estabilidade – e que, por esse motivo, “não houve unanimidade entre os Estados-membros para se avançar já com as medidas de alívio da dívida grega”.

Foi no passado dia 5 de dezembro que os ministros das Finanças da zona euro acordaram algumas medidas para aliviar a dívida helénica no curto prazo. Quatro dias depois, Tsipras anunciava que o governo helénico iria devolver o 13.º mês aos cerca de 1,6 milhões de pensionistas que recebem menos de 850 euros/mês. Uma medida que corresponde a 617 milhões de euros. Além disso, anunciou também que não iria aumentar para já o IVA nas ilhas mais atingidas pela crise dos refugiados.

Acresce que a relação entre o executivo grego e o FMI continua a não ser fácil, diferindo ambos nas posições relativamente às medidas e previsões. As instituições europeias também não estão em sintonia com o Fundo. De acordo com o jornal “Ekathimerini”, o primeiro-ministro grego propôs inclusivamente esta semana que o FMI seja excluído do programa de resgate à Grécia, acusando o organismo liderado por Christine Lagarde de querer impor mais medidas de austeridade.

As dificuldades nas discussões aumentam numa altura em que decorre a segunda revisão ao programa de resgate grego de até 86 mil milhões de euros, que foi aprovado no verão de 2015.

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