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Civis e rebeldes à espera para saírem de Alepo

OMAR SANADIKI/REUTERS

A saída dos autocarros da cidade síria era para ter começado a decorrrer esta madrugada mas ainda não se concretizou. Os rebeldes dizem que o regime sírio está a exigir que ocorra em simultâneo a saída dos seus combatentes feridos e civis que se encontram em cidades da região controladas pelas forças da oposição

Os autocarros chegaram aos pontos de evacuação de Alepo, que deveria ter começado às 5h desta madrugada (3h em Lisboa) desta quarta-feira, mas as últimas informações indicam que ainda lá permanecem.

O compasso de espera para a retirada de civis e dos combatentes às forças do regime de Bashar al-Assad da segunda maior cidade síria mantém-se. Os rebeldes dizem que está a ser exigido que em simultâneo ocorra a saída de combatentes pró-regime sírio feridos e de civis que se encontram em cidades da região controladas pelas forças da oposição.

A zona leste de Alepo é controlada pelos rebeldes desde 2012, mas ao longo dos últimos meses a sua área ficou cada vez mais limitada, face ao avanço do exército sírio e de milícias apoiadas pelo Irão, que têm contado com o apoio de ataques aéreos da aviação russa.

O cessar-fogo para a evacuação da cidade ocorreu na altura em que o regime sírio está prestes a retomar o controle total e em que surgem relatos de atrocidades.

A ONU indicou esta terça-feira que as forças que apoiam o regime sírio terão executado pelo menos 82 civis, incluindo 11 mulheres e 13 crianças, “provavelmente nas últimas 48 horas” em quatro bairros do leste de Alepo que recuperaram aos rebeldes.

Entretanto, esta quarta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros francês pediu a presença de observadores das ONU para supervisionarem a retirada de civis e combatentes rebeldes e evitar que estes últimos sejam “massacrados”. "É preciso também que organizações humanitárias como a Cruz Vermelha e a Unicef possam intervir", afirmou.

Quando as forças pró-Assad lançaram a ofensiva pelo controlo de Alepo, há três semanas, estimava-se que ainda lá permanecessem 275 mil civis, mas cerca de 70 mil deverão ter fugido nos últimos dias, sobretudo para centros de deslocados montados pelo regime sírio na parte oeste da cidade.