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Internacional

Síria. Alcançado acordo para saída dos rebeldes de Alepo

KARAM AL-MASRI/GETTY

O anúncio foi feito pelo embaixador da Rússia na ONU. Desconhece-se ainda se o acordo inclui também a retirada dos civis da cidade síria

Foi alcançado esta terça-feira um acordo para a saída dos rebeldes de Alepo, anunciou o embaixador da Rússia nas Nações Unidas (ONU).

“O acordo é para os rebeldes saírem. Os civis, podem ficar, podem ir para sítios seguros, e aproveitar os benefícios da ajuda humanitária”, declarou Vitaly Churkin, citado pela Reuters.

Desconhece-se ainda se o acordo inclui também os civis, refere a BBC. O acordo foi conseguido durante a reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU, esta tarde, em resposta à situação em Alepo, após relatos de que as forças pró-sírias executaram dezenas de civis na cidade.

"O acordo oderá entrar em vigor nas próximas horas", precisou o representante, acrescentando que o plano prevê, numa primeira etapa, a retirada de feridos e de civis, seguindo-se os combatentes com as respetivas armas ligeiras.

"Aqueles que partirem poderão ir para a zona oeste da província de Alepo ou para a província (vizinha) de Idleb (noroeste)", áreas controladas pelas forças rebeldes, concluiu.

A França e o Reino Unido pediram a reunião, marcada para o meio-dia local (17h em Lisboa), disseram diplomatas.

O embaixador francês François Delattre apelou à ação para enfrentar "a pior tragédia humanitária do século XXI", adiantando que "Alepo está a viver os seus dias mais negros".

"Temos relatos credíveis do assassínio brutal de famílias, execuções sumárias, incluindo de mulheres e crianças, casas incendiadas com pessoas no seu interior, ataques a hospitais e a pessoal de saúde, e a lista continua", disse ainda.

O secretário-geral das Nações Unidas cessante, Ban Ki-moon, vai informar o conselho, depois de funcionários da ONU terem dito que forças leais ao presidente Bashar al-Assad entraram em casas e mataram os civis que lá se encontravam.

Alguns civis conseguiram fugir antes da chegada das forças pró-governamentais, "mas outros terão sido detidos e mortos", disse um porta-voz da ONU em Genebra.

Delattre disse que a Rússia, aliada de Assad, é decisiva para resolver a crise em Alepo. Moscovo "não pode deixar isto acontecer", salientou.

O embaixador britânico Matthew Rycroft, por seu turno, assinalou que "até as guerras têm regras", adiantando que "todas as regras da guerra foram quebradas pelo regime" sírio.

(Em desenvolvimento)