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Juiz impede recontagem dos votos no estado da Pensilvânia

REBECCA COOK / REUTERS

Trump bateu Clinton por 44 mil votos na Pensilvânia, segundo números da CNN, o que representa menos de 1% dos seis milhões de eleitores que votaram

O juiz federal norte-americano Paul Diamond travou esta segunda-feira a tentativa da ex-candidata pelo Partido Verde Jill Stein de recontagem dos votos das eleições presidenciais que deram a vitória ao candidato republicano, Donald Trump.

Jill Stein tem batalhado pela recontagem dos votos em três estados norte-americanos, nos quais Trump venceu Clinton por uma curta margem – Wisconsin, onde a nova contagem já está a ter lugar, Michigan e Pensilvânia. Sem provas de que tenha havido fraude eleitoral, Stein havia explicado, no passado mês de novembro, que o sistema americano era “vulnerável” e que a eleição tinha sido marcada por “ataques informáticos”, especialmente nos locais em que se recorreu ao uso de máquinas de voto eletrónicas, motivo pelo qual seria necessário uma investigação dos resultados.

Paul Diamond explica que a suspeita levantada por Stein de que houve fraude nas eleições “roça o irracional”. A decisão do juiz, que compõe um documento de 31 páginas, refere que “não há nenhuma evidência credível de que tenha ocorrido um ataque informático, bem como nenhuma prova concreta de que o sistema de voto na Pensilvânia tenha sido comprometido”, escreve a CNN.

Diamond referiu ainda que a recontagem dos votos poderia não estar concluída até ao dia 13 de dezembro, data limite, e que por essa razão a Pensilvânia poderia ser “injustificadamente” impedida de participar no Colégio Eleitoral, prejudicando os seis milhões de eleitores que votaram neste estado. O juiz compreende que Stein esteja a fazer isto porque “procura assegurar que todos os votos contem, mas concedendo-lhe este seu pedido feito à última hora, porém, poderia levar a que nenhum voto na Pensilvânia contasse”.

Uma nova contagem dos votos nestes três estados não garante, no entanto, que tivesse qualquer influência na vitória de Donald Trump. Na semana passada, um juiz federal do Michigan travou de igual forma a recontagem dos votos. No Wisconsin, este processo já teve início e está previsto terminar na próxima segunda-feira, de acordo com a BBC.

Hillary Clinton não se chegou a pronunciar sobre o assunto, embora membros da sua campanha tenham referido que cooperariam com Stein nos esforços para nova contagem.

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